Nevoeiro intenso fecha Porto de Santos e interrompe travessias pelo 2º dia
Nevoeiro fecha Porto de Santos e interrompe travessias

Pelo segundo dia consecutivo, um intenso nevoeiro encobre a Baixada Santista e paralisa a navegação no Porto de Santos, o maior complexo portuário do Brasil, nesta quinta-feira (2). As travessias litorâneas também foram afetadas, obrigando moradores a recorrerem a catraias para atravessar entre Santos e Guarujá.

Suspensão da navegação

De acordo com a Capitania dos Portos de São Paulo, a navegação foi suspensa às 3h50 devido à visibilidade inferior a 500 metros. No dia anterior, o complexo portuário já havia sido fechado por duas vezes pelo mesmo motivo. As travessias de barcas entre Santos e Guarujá também foram interrompidas, levando moradores a utilizar catraias, embarcações menores de administração privada, para fazer a travessia.

Fenômeno persiste na região

O nevoeiro começou na manhã de quarta-feira (1) e chamou a atenção de moradores de diversas cidades da Baixada Santista, reduzindo a visibilidade e 'escondendo' prédios. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) foi procurada pelo g1, mas não se manifestou sobre a interrupção dos serviços até a publicação da reportagem.

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Neblina x nevoeiro: qual a diferença?

A meteorologista e pesquisadora do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, Ana Avila, explicou que neblina e nevoeiro são 'praticamente o mesmo' fenômeno. 'O que diferencia um do outro é a visibilidade. Quando nós temos a neblina significa que nós conseguimos enxergar uma distância além de 1 km. Quando nós temos o nevoeiro, ele é mais intenso', disse Ana em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.

Causas do fenômeno

Segundo a especialista, ambos ocorrem devido à alta umidade do ar e à redução das temperaturas durante a noite. 'O ar se torna saturado, ele não consegue mais reter esse vapor e, então, a água na forma de vapor passa à forma líquida e nós enxergamos, então, gotículas de água em suspensão. É como se nós tivéssemos dentro da nuvem', explicou. Ana contou que o fenômeno é comum nessa época do ano em noites de céu claro, quando há rápida redução da temperatura. 'Costuma se formar no comecinho do dia e quando o Sol começa a aquecer novamente a superfície da Terra. Esse fenômeno se desfaz e nós temos uma condição de normalidade', finalizou.

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