Uma mulher de 41 anos sobreviveu após ser agredida, amarrada e jogada de uma ponte na madrugada de quarta-feira (1º) em Veríssimo, no Triângulo Mineiro. O crime ocorreu depois que ela reclamou do desaparecimento de R$ 100 que estavam em sua bolsa na casa noturna onde trabalhava, em Conceição das Alagoas.
Discussão por dinheiro levou a agressões
Segundo relato da vítima à Polícia Militar (PM), na manhã de terça-feira (30), ela trabalhava como garota de programa na casa noturna conhecida como “Casa das Primas”, em Conceição das Alagoas, quando percebeu o sumiço de R$ 100 de sua bolsa. Ao reclamar com o dono do estabelecimento, de 28 anos, iniciou-se uma discussão. Durante a briga, a mulher disse que iria trabalhar em outra casa de prostituição, o que teria motivado as agressões.
Horas depois, quatro pessoas — três mulheres de 21, 23 e 34 anos e um motorista de aplicativo de 26 anos — chegaram ao local a pedido do proprietário. A vítima foi espancada com socos e pauladas, perdeu a consciência após ser enforcada pelo motorista e, ao acordar, teve os cabelos cortados e as mãos, os pés e o pescoço amarrados.
Vítima foi jogada de ponte e conseguiu se salvar
Em seguida, a mulher foi colocada no porta-malas do carro do motorista de aplicativo e levada até uma ponte sobre o rio Uberaba, em Veríssimo. Durante o trajeto, ouviu ameaças de morte e implorou para que sua vida fosse poupada, mas foi retirada do veículo e empurrada pelo motorista e pela mulher de 23 anos. Ao cair na água, começou a se afogar, mas conseguiu se soltar parcialmente das mãos e nadou até a margem. Em terra, retirou o fio de carregador que prendia seus pés e passou a madrugada escondida na mata.
Na manhã seguinte, por volta das 10h, foi encontrada por uma equipe policial que seguia pela rodovia AMG-2545 para atender uma ocorrência de trânsito. A PM informou que ela estava chorando, descalça, com roupas rasgadas, um pano amarrado ao pescoço e gritava: “eles me jogaram de cima da ponte!”.
Investigação e suspeitos
Segundo a PM, cinco pessoas participaram da tentativa de homicídio. O motorista de aplicativo foi preso em flagrante, e o dono da casa de prostituição, de 28 anos, não havia sido localizado até a última atualização desta reportagem. As outras três mulheres suspeitas também não foram encontradas. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o veículo do motorista seguindo uma rota compatível com o trajeto até a ponte, e a vítima o reconheceu como um dos agressores.
Testemunhas confirmaram as agressões. Duas garotas de programa da casa noturna disseram ter ouvido a discussão e presenciado as agressões. Uma terceira testemunha afirmou que, na manhã de quarta-feira, o proprietário do estabelecimento voltou ao local, recolheu os pertences da vítima com a ajuda do motorista e seguiram para Uberaba. O motorista preso negou participação no crime.
O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio qualificado. Em nota, a Polícia Civil afirmou que apura os fatos e que a investigação segue em andamento, sem repassar outros detalhes no momento.



