A Polícia Civil do Acre investiga o desaparecimento de Elvira Junqueira de Azevedo, de 49 anos, que sumiu da Fazenda Primitiva, no Ramal Barro Vermelho, zona rural de Rio Branco, no dia 15 de junho. A família registrou um boletim de ocorrência no dia 22 de junho, e o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até a última atualização desta reportagem, a DHPP não havia se manifestado sobre o andamento das investigações.
Sumiço após audiência de inventário
De acordo com o advogado da família, Benício Dias, Elvira é uma das herdeiras da propriedade onde estava. Ela mora em São Paulo e chegou ao Acre em maio para acompanhar o processo judicial de posse das terras do pai, o fazendeiro Roberto Junqueira de Azevedo, que morreu em 2005. No dia 2 de junho, Elvira participou da primeira audiência de inventário e disputa da Fazenda Primitiva. Após a audiência, a pecuarista permaneceu na propriedade aguardando a próxima audiência, marcada para agosto.
O desaparecimento foi notado no dia 8 de junho, quando um funcionário retornou ao imóvel e o encontrou vazio. A família também não consegue contato pelo telefone da pecuarista. Além da ausência de Elvira, alguns objetos desapareceram da fazenda, incluindo uma cama, um tanquinho de lavar roupas e uma motosserra.
Investigação e buscas
A família contratou um investigador particular para auxiliar nas buscas e reunir informações que possam contribuir com as investigações. Qualquer informação sobre o paradeiro de Elvira pode ser informada pelo telefone 190. O advogado Benício Dias afirmou: “Os investigadores ainda não têm nenhuma informação. Conversei com eles hoje [segunda-feira, 6] e, até o momento, não há novidades sobre o paradeiro dela.”
A Fazenda Primitiva possui uma situação fundiária complexa, com mais de 200 famílias vivendo atualmente na área. No entanto, o advogado ressaltou que, até o momento, não existe qualquer elemento que relacione o desaparecimento ao conflito pela posse das terras.



