Motociclista morre ao bater em caminhão-pipa em Campinas
Motociclista morre ao bater em caminhão-pipa em Campinas

Um motociclista de 24 anos morreu na noite de quinta-feira (2) após bater na traseira de um caminhão-pipa na Avenida Júlio Prestes, em Campinas (SP). A vítima, identificada como Gabriel Loureiro, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo a família, ele trabalhava em uma oficina durante o dia e fazia entregas por aplicativo à noite, estando em horário de serviço no momento do acidente.

Dinâmica do acidente

O caminhão-pipa estava na faixa da esquerda, realizando a rega das plantas do canteiro central. O motociclista trafegava no mesmo sentido, em direção à Avenida Nossa Senhora de Fátima, quando colidiu na traseira do veículo. A equipe da empresa terceirizada responsável pelo caminhão não quis dar entrevista. Em depoimento à Polícia Militar (PM), um funcionário afirmou que o trecho estava sinalizado e que o motociclista se aproximou em alta velocidade, aparentemente usando o celular.

Versão de testemunha

O motoboy Ricardo Reis, que vinha logo atrás, presenciou a batida. "De lá de cima eu só vi a pancada [...] e escutei o barulho. Cheguei de lá para cá, os rapazes estavam descendo do caminhão para poder verificar o que aconteceu", conta. Ricardo contestou a versão do funcionário e disse que a via não estava bem sinalizada. "Não estava. [...] Na hora do acidente, não estava, porque, se tivesse bem visível, se tivesse cone no meio do caminho, ele iria bater em algum cone para tentar desviar", afirmou. "Os cones estavam depois, ficaram muito bem posicionados. [...] O caminhão não estava com o pisca-alerta ligado, porque se tivesse pelo menos as luzes, conseguiria ver alguma coisa", completou a testemunha.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Investigação e perícia

A Polícia Científica esteve no local para fazer a perícia e avaliar as condições da via. O laudo vai auxiliar a Polícia Civil nas investigações. A EPTV, afiliada da TV Globo, tentou contato com a empresa terceirizada, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Em nota, a Secretaria de Serviços Públicos informou que a Prefeitura de Campinas notificou a prestadora de serviço para dar esclarecimentos. A administração municipal destacou que o uso de sinalizadores faz parte do protocolo e que vai acompanhar as investigações.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar