Motociclista de app torturado e morto com 20 tiros no Rio
Motociclista de app torturado e morto com 20 tiros no Rio

Um crime brutal chocou a Zona Norte do Rio de Janeiro. Sandro Castro Menezes, motociclista de aplicativo de 38 anos, foi torturado e morto com cerca de 20 tiros. O corpo foi encontrado na manhã de segunda-feira (17) em uma área de mata no bairro de Costa Barros.

De acordo com a família, Sandro havia saído para trabalhar na noite anterior e não retornou. Parentes registraram o desaparecimento e, horas depois, foram informados sobre o achado do corpo. Além dos múltiplos disparos, a vítima apresentava sinais de tortura, como perfurações e mutilações.

Suspeita de disputa entre facções

A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é que Sandro tenha entrado, sem saber, em uma área dominada por uma facção criminosa rival à que controla a comunidade onde ele morava, no bairro de Acari. A família acredita que ele tenha sido confundido com um integrante do grupo adversário ou punido por transitar em território inimigo.

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O sogro da vítima, identificado como José Carlos, desabafou: “Foi uma selvageria. Ele era um trabalhador, pacato, nunca se envolveu com nada. Só queria sustentar a esposa e a filha de 4 anos. Não merecia esse fim.”

Repercussão e investigação

O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que já iniciou as investigações. Agentes periciaram o local e recolheram cápsulas de balas. Testemunhas serão ouvidas nos próximos dias. A polícia também analisa imagens de câmeras de segurança da região para identificar os suspeitos e a dinâmica do crime.

Sandro era conhecido na vizinhança como um homem trabalhador e dedicado à família. Ele utilizava uma motocicleta para fazer entregas e corridas por aplicativo, sendo o principal provedor do lar. A morte gerou comoção entre amigos e moradores, que organizaram uma manifestação pacífica pedindo justiça.

Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o caso seja repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia (2253-1177).

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