Uma missa realizada nesta segunda-feira (8) marcou os cinco anos da morte de Kathlen Romeu. Familiares, amigos e moradores se reuniram na Paróquia Santa Bernadete, em Higienópolis, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para homenagear a jovem e pedir justiça pelo caso. Durante a celebração, parentes levaram cartazes e vestiram camisetas em homenagem a Kathlen. Famílias de outras vítimas mortas em operações participaram da cerimônia e fizeram cobranças pela responsabilização dos envolvidos.
Kathlen Romeu morreu aos 24 anos, grávida de 13 semanas, após ser atingida por uma bala de fuzil durante uma operação da Polícia Militar no Complexo do Lins, em 8 de junho de 2021. Segundo as investigações, o disparo partiu de um policial militar. Durante a missa, o pai de Kathlen, Luciano Gonçalves, voltou a cobrar punição aos responsáveis e reparação para a família.
“Eu perdi minha filha para o racismo estrutural. A gente fez tudo certo, tudo que deveria ser feito. Minha filha estudou, minha filha foi uma cidadã honesta. E ela financiou a munição e a arma que levou ela”, disse. Luciano afirmou que a condenação dos envolvidos não devolverá a filha, mas defendeu a aplicação da lei. “Não existe justiça para um pai e uma mãe que perde o filho da maneira que perdeu. A gente quer nada mais nada menos que o rigor da lei e o mínimo de reparação para a família e para a sociedade”, declarou.
Condenação por fraude na cena do crime
Em março deste ano, a Justiça condenou três policiais militares a dois anos de prisão, em regime aberto, por fraude processual relacionada à alteração da cena da morte de Kathlen. Dois desses policiais também respondem pelo disparo que matou a jovem. O julgamento desse processo ainda não teve data marcada.



