Polícia conclui que menino de 6 anos morto em pula-pula foi vítima de maus-tratos
Menino de 6 anos morto em pula-pula foi vítima de maus-tratos

A Polícia Civil concluiu que Nicolas Souza Prado, de seis anos, que morreu após cair de um pula-pula durante a festa de aniversário dele, em outubro de 2023, foi vítima de maus-tratos. A investigação constatou indícios de agressões em série.

Reviravolta no caso

A morte, registrada inicialmente como consequência da queda, ganhou reviravolta com a conclusão do inquérito policial em 30 de junho deste ano, após quase três anos de investigação. O g1 teve acesso exclusivo ao inquérito nesta quinta-feira (2), que concluiu que a versão apresentada na época era incompatível com as lesões identificadas pelos investigadores e exames periciais.

Lesões incompatíveis com queda

De acordo com o relatório, a criança chegou ao hospital com fraturas em quatro costelas e lesões no tórax e no braço esquerdo. Ela permaneceu internada por cinco dias, mas não resistiu aos ferimentos. Ao longo da investigação, a Polícia Civil reuniu laudos periciais, prontuários médicos, exames necroscópicos e depoimentos de testemunhas, que apontam que as lesões não foram provocadas por uma única queda acidental.

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Episódios sucessivos de violência

Ainda conforme o inquérito, o menino apresentava diversas lesões em diferentes estágios de cicatrização, indicando episódios sucessivos de violência física antes da morte. Os investigadores também apontaram que a criança vivia em um ambiente de agressões constantes e que havia sinais anteriores de maus-tratos, constatados durante a análise técnica.

Enquadramento legal

A polícia concluiu que as agressões provocaram traumatismos que levaram à morte da criança. O caso foi enquadrado como homicídio qualificado e maus-tratos. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o oferecimento de denúncia à Justiça. Nicolas vivia sob a guarda da mãe e do padrasto, que são tratados pela polícia como suspeitos, mas respondem ao caso em liberdade.

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