Jovem em rope jump deveria ter sido presa a duas cordas, diz delegada
Jovem em rope jump deveria ter sido presa a duas cordas

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, completa uma semana neste sábado (20). A jovem foi lançada sem a corda de segurança, o que gerou comoção nacional e repercussão internacional. A Polícia Civil prendeu três instrutores por homicídio com dolo eventual, mas o inquérito ainda busca esclarecer diversos pontos.

Falha na checagem de segurança

Os presos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Em depoimento, eles não souberam explicar o erro. Luis Felipe e Maicon admitiram ser responsáveis por colocar as cordas, mas não detalharam a divisão de tarefas. Vitor afirmou que foi chamado para levantar a vítima. A corda ficou inteira, enrolada no chão, enquanto três pessoas carregavam a jovem até a borda. A delegada Andrea Danta Levy afirmou que Maria Eduarda deveria ter sido presa a duas cordas.

Organização do grupo

O grupo cobrava R$ 180 por salto e tinha outras datas agendadas. A polícia confirmou que não possuíam empresa formal nem autorização municipal, estadual ou federal. As investigações buscam esclarecer a função de cada integrante.

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Tentativa de fuga

Testemunhas relataram que parte do grupo tentou fugir e trocou de roupa após o acidente, sendo localizada com auxílio do helicóptero Águia. A Polícia Civil ainda investiga essa informação.

Sumiço da câmera

Maria Eduarda usava uma câmera acoplada ao corpo para gravar o salto, serviço opcional de R$ 110. O equipamento sumiu. Uma testemunha afirmou que viu um integrante retirar a câmera do corpo da jovem após a queda. A polícia apura se houve ocultação de provas. A delegada informou que a câmera não foi encontrada no local.

Destino da ponte

O governo federal cogita a remoção da ponte, e as prefeituras apoiam a implosão. Medidas emergenciais foram tomadas, como a abertura de valas para impedir acesso.

A tragédia ocorreu quando Maria Eduarda caiu de 40 metros após ser lançada sem corda. O equipamento ficou enrolado no chão. Os instrutores não realizaram a checagem de segurança. Seis pessoas foram detidas inicialmente, mas apenas três seguem presas com prisão preventiva. A delegada afirmou que os homens se mostraram desnorteados e não lembravam de quem era a obrigação de colocar a corda.

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