Jornalista em cadeira de rodas brilha na Copa e atrai astros como Messi
Jornalista cadeirante brilha na Copa e atrai Messi e Bellingham

O jornalista venezuelano Manu Gutiérrez, que usa cadeira de rodas, tornou-se um dos destaques da Copa do Mundo 2026 ao conseguir entrevistas exclusivas com grandes astros do torneio, como Lionel Messi, Jude Bellingham, Pedri, Enzo Fernández e Jhon Arias. Suas redes sociais e o canal MVP Sports, criado por ele, ganharam milhares de seguidores, inclusive brasileiros.

Trajetória de superação

Manu nasceu com paralisia motora que o impede de andar, mas sempre foi apaixonado por futebol. Aos 15 anos, começou como produtor em uma rádio esportiva em Punto Fijo, na Venezuela. Aos 18, mudou-se para os Estados Unidos, onde estudou comunicação social à distância, formando-se em fevereiro de 2021. Ele enfrentou dificuldades como quedas de energia na Venezuela que quase o fizeram desistir. Sem encontrar emprego em veículos tradicionais, fundou o MVP Sports em 2023.

Momentos marcantes na Copa

Antes mesmo do início da Copa, em 10 de junho, Messi notou Manu na porta do hotel da Argentina e, fora do protocolo, respondeu a duas perguntas. Outro momento especial foi com Jude Bellingham: após a vitória da Inglaterra sobre a RD Congo, o inglês parou na zona mista ao ouvir Manu pedir um recado para a Venezuela, devastada por um terremoto. Bellingham falou em espanhol ao povo venezuelano. Manu afirma: "Tenho um carinho especial pela de Bellingham, porque quase ninguém parou naquela zona mista".

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Apoio do pai e esforço físico

O pai de Manu, Jesus Gutiérrez, atua como seu cinegrafista, motorista e assistente. A Fifa concedeu credencial especial a Jesus e oferece voluntários para garantir acessibilidade. Manu destaca o esforço físico de passar até 12 horas por dia na cadeira de rodas: "Não é normal, porque ficar sentado aqui exige um esforço físico tremendo... mas isso não significa que não é possível".

Legado e inclusão

Manu espera que seu trabalho abra portas para outros jornalistas com deficiência: "Acho que isso cria um precedente para aqueles que virão depois de nós. A Fifa entendeu que era importante dar visibilidade a esse tipo de caso".

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