Uma personal trainer de 43 anos teve seu estúdio de treinamento funcional destruído depois que um homem jogou o carro contra a fachada do local, na madrugada desta quinta-feira (25), na Avenida Tamandaré, em Campo Grande. O suspeito é ex-marido de uma cliente da vítima e enviou mensagens de ameaça antes do ataque, segundo o boletim de ocorrência.
Detalhes do ataque
O ataque aconteceu por volta das 2h53, quando o alarme do estúdio disparou e enviou uma notificação ao celular da proprietária. Antes disso, entre 21h50 e 23h de quarta-feira (24), o homem já havia enviado mensagens de ameaça pelo Instagram e WhatsApp.
A personal trainer Taline Barbosa contou que dormia quando as mensagens foram enviadas e só viu as ameaças por volta da 1h30, ao acordar. Segundo ela, o homem também fez ligações de vídeo e tentou contato várias vezes.
Conteúdo das ameaças
No boletim de ocorrência, a vítima relata ter recebido mensagens como: “Você destruiu a minha família”; “Tudo isso é culpa sua”; “Você colocou ela no shape, mas destruiu uma família”.
A personal trainer contou que conhecia o casal havia cerca de um ano e meio, período em que a mulher treinava no estúdio. Segundo ela, os três conviviam normalmente e nunca houve desentendimentos. “Eu cansei de ir ao estabelecimento deles, saí com os dois. Para mim estava tudo bem. Só depois da separação ela me contou que ele não me suportava e me culpava por incentivar as mudanças na vida dela”, disse.
Motivação e danos
Segundo a vítima, o homem acreditava que a esposa estivesse com ela na noite do ataque. Como não recebeu resposta às mensagens, ficou ainda mais irritado. Ao chegar ao estúdio, a personal encontrou três das quatro placas de vidro da fachada destruídas, além da grade de proteção retorcida e parte da parede danificada. Os equipamentos usados nas aulas não foram atingidos.
“Graças a Deus foi de madrugada. O meu medo era que ele fizesse isso durante uma aula, porque ele conhecia a rotina do estúdio e os horários em que eu trabalhava”, afirmou.
Registro policial
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro como dano qualificado com violência ou grave ameaça e perseguição. A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar oficialmente o suspeito.



