Foragido do caso 'Vampiro do Itapoã' é preso com ajuda de reconhecimento facial
Foragido do 'Vampiro do Itapoã' é preso por reconhecimento facial

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) capturou, na manhã desta sexta-feira (26), Hilcimar Lopes da Silva, de 41 anos, condenado a 16 anos de prisão por homicídio e foragido do sistema prisional. Ele é um dos envolvidos no crime conhecido como o caso do “Vampiro do Itapoã”, apelido atribuído porque, segundo testemunhas, um dos autores ingeriu o sangue da vítima após o assassinato.

Como ocorreu a prisão

O suspeito foi localizado na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto após ser identificado por um sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial. Segundo a PM, como o alerta não incluía fotografia do procurado, os policiais realizaram buscas em fontes abertas para obter informações que ajudassem na identificação. Reportagens antigas sobre o caso permitiram confirmar as características físicas do homem, o que contribuiu para direcionar as diligências.

Durante o patrulhamento no terminal, equipes localizaram o suspeito no mezanino da rodoviária, enquanto ele recarregava um celular. Ao ser abordado, o homem tentou enganar os policiais, informando o nome do irmão e dizendo que não sabia dados pessoais básicos, como CPF e data de nascimento. No entanto, durante a revista, os policiais encontraram um documento de identidade original entre os pertences dele. Confrontado, o homem admitiu ter mentido por medo de retornar à prisão e disse que havia fugido da unidade onde cumpria pena.

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Após consulta aos sistemas de segurança pública, foi confirmado que havia um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pelo Tribunal do Júri do Paranoá. O condenado foi encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde o mandado foi cumprido.

Relembre o caso do Vampiro do Itapoã

Hilcimar Lopes da Silva, Francisco das Chagas Araújo e Eduardo de Araújo da Conceição, conhecido como 'Vampiro do Itapoã', foram condenados pelo assassinato de Heraldo José de Carvalho, de 43 anos. A qualificação do crime foi por envolver "motivo fútil e emprego de meio cruel", de acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e aceita pela Justiça. A vítima foi morta após não executar um serviço de construção solicitado por Eduardo de Araújo da Conceição. Francisco das Chagas Araújo, acusado de espancar a vítima, foi condenado a 13 anos de reclusão; Hilcimar Lopes da Silva, a 16 anos de prisão.

Detalhes do crime

De acordo com o Ministério Público, Eduardo de Araújo da Conceição contratou Heraldo José de Carvalho para a construção de uma cerca, no lote em que morava, na região do Itapoã. A vítima chegou a receber duas pedras de crack como pagamento, mas não executou o serviço. O crime ocorreu quando Eduardo foi cobrar pelo serviço junto com Francisco das Chagas Araújo, Hilcimar Lopes da Silva e um adolescente. Segundo as investigações, Heraldo respondeu que não poderia fazer o trabalho naquele momento.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Eduardo mandou o adolescente matar Heraldo. O jovem golpeou a cabeça da vítima com uma barra de ferro, com ajuda de Francisco. Com a vítima morta, Eduardo determinou que Hilcimar e o adolescente escondessem o cadáver, que foi lançado em uma tubulação de esgoto. Eduardo ficou conhecido como "Vampiro do Itapoã" após uma testemunha afirmar que o homem bebeu o sangue da vítima. A delegada responsável pelo caso à época, Jane Klébia, contou que "o suspeito criava cachorros, gatos e pássaros e costuma beber o sangue desses animais". No dia do crime, policiais foram à casa de Eduardo e encontraram vários gatos, um cachorro morto e vísceras de animais. Ele e os comparsas estão presos desde 2019. Já o adolescente foi privado de liberdade por três anos e está em uma unidade socioeducativa.

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