A Polícia Civil do Maranhão já identificou suspeitos de participação no ataque que resultou na morte de uma mulher grávida e de seu filho de 4 anos, na zona rural de São João Batista, interior do estado. A informação foi divulgada neste domingo (12) pelo delegado-geral Augusto Barros, em entrevista à rádio Mirante News.
Vítimas carbonizadas
Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e Yan Kaleb Costa Santos foram encontrados carbonizados dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). De acordo com a polícia, homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e atearam fogo no local.
Segundo Augusto Barros, as buscas pelos envolvidos estão em andamento. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas para não comprometer as investigações. “Já temos a identificação dos envolvidos. Temos pessoas trabalhando na procura deles na região e equipes fazendo todo o trabalho de inteligência para que possamos dar uma resposta rápida e firme à sociedade”, afirmou o delegado.
Até o momento, ninguém foi preso. A polícia não informou quantos suspeitos foram identificados nem detalhou a participação de cada um. O alvo e a motivação do ataque ainda são investigados, e uma das hipóteses é de que o crime esteja relacionado a uma disputa entre facções criminosas.
Força-tarefa criada
Uma força-tarefa foi criada no sábado (11) para investigar o crime e a atuação de grupos criminosos na região. O trabalho reúne equipes da delegacia regional, batalhões da Polícia Militar, setores de inteligência da Secretaria de Segurança Pública e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).
Segundo o delegado-geral, a operação não está concentrada apenas na identificação dos responsáveis pelas mortes. As forças de segurança também devem mapear integrantes, lideranças e formas de atuação das facções criminosas na Baixada Maranhense.
Motivação ainda é investigada
A Polícia Civil trabalha com diferentes hipóteses para esclarecer quem era o alvo do ataque e o que motivou o crime. Uma das linhas de investigação aponta para uma possível disputa entre facções criminosas. Segundo Augusto Barros, há informações de que uma das vítimas poderia ter relação com uma pessoa ligada a uma facção que teria mudado de grupo criminoso. Outra versão indica que essa mesma pessoa poderia ter algum envolvimento com uma facção e teria sido acusada de traição.
O delegado ressaltou, no entanto, que as versões ainda não foram comprovadas. “Há muita especulação e muito boato que se mistura com outras versões. Nosso trabalho é reunir todas essas informações e investigar cada ponto até entender, de fato, o que aconteceu”, explicou.
Segundo familiares, Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai de Yan, foi visto na casa pouco antes do ataque. Até a última atualização desta reportagem, ele não havia sido localizado. Testemunhas disseram à polícia que Josef teria ligação com um grupo criminoso e que o crime pode estar relacionado a uma disputa entre facções rivais. As informações estão sendo investigadas pela Polícia Civil.
Ataque teve cerca de 15 homens
Segundo testemunhas, aproximadamente 15 homens armados arrombaram três imóveis pertencentes à família. Apenas a casa onde estavam Samira e Yan estava ocupada. Os criminosos teriam feito vários disparos, levado televisores e outros objetos e, em seguida, incendiado a residência. O grupo teria fugido a pé.
A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local. Havia materiais dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12. Ao chegarem à casa, os policiais encontraram os corpos de Samira e Yan carbonizados. Exames periciais devem esclarecer se eles morreram em consequência dos disparos ou do incêndio.
As buscas pelos suspeitos continuam na zona rural de São João Batista e em municípios da região. A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.



