A Polícia Civil de Franca (SP) investiga Maria Isabel Prado, de 21 anos, pelo assassinato do próprio pai, Milton de Sousa Prado, de 44 anos, ocorrido no mês passado. A filha confessou que contratou dois jovens para "dar um susto" no pai, mas as agressões resultaram em sua morte. Além disso, ela é suspeita de envolvimento na morte dos dois rapazes e no sequestro de três parentes, incluindo uma bebê recém-nascida. Maria Isabel está desaparecida, mas não teve a prisão decretada, segundo o delegado Márcio Murari, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca.
Confissão e desdobramentos
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o delegado Murari afirmou que a filha confessou formalmente ter chamado dois amigos para dar um susto no pai. "Ela os levou até onde eles estavam, e eles acabam agredindo de maneira tão violenta que acaba matando o Milton", disse. Após a morte, houve pedidos de prisão, o desaparecimento de Rafael Vitor Silva, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo, de 22, e o sequestro de familiares de Maria Isabel.
Corpos encontrados em Minas Gerais
Os corpos de Rafael e Guilherme foram encontrados na sexta-feira (10) em uma área rural de Sacramento (MG). O delegado informou que os jovens foram assassinados em Franca, e a DIG instaurou inquérito para apurar os homicídios. O tio de Maria Isabel, irmão de Milton, foi preso em Sacramento por ocultação de cadáver. Segundo Murari, o tio confirmou que ela levou os corpos já mortos no veículo e ele ajudou a ocultá-los em Minas Gerais.
Carro queimado e paradeiro desconhecido
O carro de Maria Isabel foi encontrado totalmente queimado em uma propriedade rural perto de Ibiraci (MG). A polícia apura se o veículo foi usado para transportar os corpos. Até o momento, o paradeiro de Maria Isabel é desconhecido.
Sequestro de parentes
O caso também envolve o sequestro de três parentes de Maria Isabel: sua mãe, sua irmã e uma bebê recém-nascida. Elas foram libertadas no dia 7 e encaminhadas para um abrigo, sob proteção do município. O delegado acredita que, neste momento, elas não correm risco de morte. A Polícia Civil também apura a invasão à casa da família sequestrada, investigando se o furto ou a ameaça estão relacionados ao crime.



