Juliana Barbosa Cerqueira, de 44 anos, foi morta a facadas na manhã deste domingo (5) pelo ex-marido, Aldemir Abreu de Oliveira, de 46 anos, no Ramal do Japãozinho, zona rural de Cruzeiro do Sul, interior do Acre. De acordo com a Polícia Militar do Acre (PM-AC), Juliana estava em processo de separação e possuía uma medida protetiva contra Aldemir, que cometeu suicídio após o crime. Este é o primeiro feminicídio registrado em 2026 no estado.
Relação de 30 anos e medida protetiva ignorada
Segundo informou o delegado Vinícius Almeida, responsável pelas investigações, testemunhas começaram a ser ouvidas nesta segunda-feira (6). A Polícia Civil apura os detalhes do crime. Conforme apurado pelo g1, Juliana decidiu encerrar o relacionamento de cerca de 30 anos após descobrir uma traição. O casal tinha cinco filhas juntas.
Familiares relataram à PM-AC que, mesmo após a separação, Aldemir permanecia com frequência nas proximidades da casa de Juliana. Ele costumava ficar em uma residência em frente ao imóvel e perguntava constantemente se Juliana estava em casa ou havia saído. A medida protetiva, concedida à vítima, não foi suficiente para impedir o ataque.
Detalhes do crime e do suicídio
O crime ocorreu por volta das 11h. Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram familiares de Juliana na varanda da residência. Dentro do quarto, ela foi encontrada caída ao lado da cama, já sem vida, com ferimentos de golpes de faca no braço direito e na região do peito. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas constatou a morte.
Enquanto a ocorrência era atendida, a equipe policial recebeu a informação de que Aldemir estava em uma casa nas proximidades. No local, ele foi encontrado morto, enforcado com uma corda. A área foi isolada para o trabalho da perícia, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Canais de denúncia contra violência doméstica
A PM do Acre disponibiliza números de WhatsApp para denúncias de violência contra a mulher: (68) 99609-3901, (68) 99611-3224, (68) 99610-4372 e (68) 99614-2935. Outras formas de denunciar incluem:
- Polícia Militar - 190: quando a mulher está correndo risco imediato;
- Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
- Qualquer delegacia de polícia;
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel;
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos, com anonimato garantido;
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência;
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008;
- Ministério Público;
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).



