Família de menino desaparecido em Goiás sofre há mais de dois anos
Família de menino desaparecido em Goiás sofre há mais de dois anos

A família de Pedro Lucas Silva Santos enfrenta diariamente a dor da saudade do menino, que desapareceu há mais de dois anos em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás. O advogado do padrasto, que chegou a ser indiciado pelo crime, afirmou ao g1 que os familiares aguardam que a polícia consiga desvendar o ocorrido. “A preocupação e a saudade deles são diárias”, declarou o advogado Felipe Vilela.

O g1 procurou a Polícia Civil para verificar se houve atualizações no caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

O desaparecimento

Pedro Lucas sumiu no dia 1º de novembro de 2023. De acordo com as investigações na época, o menino deixou o irmão mais novo na escola, como de costume, e seguiu para o colégio onde estudava. Ele assistiu às aulas, mas depois não foi mais visto. A família se mudou de Rio Verde após receber ameaças na igreja e no transporte público, segundo o advogado. “O pedido da defesa é de que não ficassem apenas em uma linha de investigação”, concluiu.

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O g1 não conseguiu contato direto com o padrasto nem com a mãe do menino, Elizângela Pereira dos Santos. Na época, ela chorou em entrevista à TV Anhanguera ao revelar que planejava uma festa de aniversário para o filho, que completaria 9 anos 20 dias depois do desaparecimento.

Prisão e soltura do padrasto

José Domingos, padrasto de Pedro Lucas, foi preso em 8 de janeiro de 2024, suspeito de matar e ocultar o corpo do menino. Na ocasião, o delegado Aldeson Candeo apontou demora no registro do desaparecimento e inconsistências no depoimento como motivos para o indiciamento. Contudo, dois meses depois, o padrasto foi solto. O Ministério Público de Goiás considerou que não havia provas concretas que o ligassem ao crime. “Não existe até o momento prova técnica (científica) a ligar o investigado ao desaparecimento do menor Pedro Lucas. Nem mesmo o corpo da suposta vítima foi encontrado. Além disso, a perícia de DNA não foi conclusiva quanto ao sangue encontrado na residência da criança”, destacou o promotor de justiça Paulo de Tharso Bondi.

Na manifestação que determinou a revogação da prisão, o promotor também solicitou novas diligências à Polícia Civil, como novos depoimentos e recuperação de mensagens de celular. Segundo Felipe Vilela, advogado de José Domingos, essas diligências ainda não foram realizadas. Ele afirma que o padrasto é inocente, sempre negou qualquer crime contra o menino e que não há provas que apontem para ele. “Não tem nenhuma prova que aponta ele como o autor de um crime. Na realidade, não existe prova de qual crime tenha ocorrido com o Pedro Lucas. Nós não sabemos se o Pedro Lucas foi sequestrado, se o Pedro Lucas fugiu, se foi morto, se existe possibilidade de tráfico de órgãos...”, defendeu.

Investigação e buscas

O menino desapareceu em 1º de novembro de 2023, e o caso foi denunciado pela família dias depois. Um vídeo mostra Pedro Lucas caminhando próximo à casa da família com uma camisa azul no dia do sumiço. Foram realizadas buscas, e o caso passou a ser investigado como homicídio em dezembro daquele ano. O delegado Adelson Candeo afirmou ao g1 que a demora na denúncia prejudicou a polícia, pois as buscas começaram tardiamente. Pedro Lucas é uma criança negra, estava de bermuda e camiseta azul quando desapareceu. Hoje, ele teria 11 anos.

Quem tiver informações sobre o paradeiro do menino pode ligar para a Polícia Civil pelos números: 197, (62) 3201-4826 ou (62) 3201-4834.

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