Na madrugada deste sábado (20), moradores de diversas cidades do Brasil foram surpreendidos por um alerta sonoro classificado como extremo enviado pela Defesa Civil a seus celulares. As mensagens continham a palavra 'misantropia' ou variações dela e não estavam relacionadas a nenhuma situação real de risco. Em algumas localidades, o aviso mencionava um suposto 'ataque alienígena'.
Como funciona o sistema de alertas
A notificação faz parte da categoria 'Alerta Extremo', o nível mais grave do sistema, utilizado quando a Defesa Civil identifica ameaças com risco iminente à vida, exigindo que a população busque proteção imediatamente. Esse não é o primeiro acionamento da ferramenta. A Anatel mantém um portal que permite acompanhar os alertas mais recentes enviados pelo sistema. Entre os últimos classificados como 'extremo' está um aviso emitido em 31 de maio de 2026 para moradores de Manaus (AM): 'Deslizamento para Manaus. Afasta-se de encostas. Procure abrigo seguro'.
Diferença entre alerta severo e extremo
Além do alerta extremo, o sistema conta com o 'Alerta Severo', uma classificação de menor urgência. Nesses casos, a população tem mais tempo para adotar medidas de proteção, segundo a Defesa Civil. Até as 14h43 deste sábado, 2.507 alertas haviam sido emitidos pelas Defesas Civis desde o início do programa. Desse total, 227 foram classificados como 'extremos' e cerca de 2,28 mil como 'severos', de acordo com dados da Anatel.
Como agem os dois tipos de alertas
- Alerta severo: além do texto, emite um 'beep' no smartphone, mas só toca se o aparelho não estiver no modo silencioso. Foi esse que tocou em São Paulo no dia 24 de janeiro.
- Alerta extremo: aciona um sinal sonoro semelhante a uma sirene, além da mensagem em texto. O som é ativado mesmo se o celular estiver no modo silencioso.
O falso alerta deste sábado gerou confusão e apreensão entre os moradores, que não sabiam se deveriam buscar abrigo. A Defesa Civil ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.



