O delegado da Polícia Federal Felício Laterça declarou que denunciou a máfia dos cigarros à PF após seu nome aparecer em uma lista apreendida na casa do contraventor Adilsinho, alvo da Operação Smoke Free. Laterça, que havia fornecido um dossiê sobre Adilsinho dois anos antes, acredita que a lista pode ser uma represália.
Delegado se apresenta espontaneamente
Felício Laterça procurou os investigadores da quinta fase da Operação Unha e Carne e afirmou: 'Não sou corrupto e, se alguém pediu alguma coisa em meu nome, vou descobrir quem foi'. O delegado nega qualquer envolvimento com o esquema ilegal de cigarros.
Contexto da investigação
A Operação Smoke Free, deflagrada pela PF, mira uma organização criminosa especializada na produção e distribuição de cigarros contrabandeados. A lista apreendida na residência de Adilsinho continha nomes de supostos envolvidos, incluindo o do delegado Laterça. A investigação também envolve figuras como o pastor Márcio Poncio.
Dossiê prévio e possíveis motivações
Laterça informou que, há dois anos, entregou à PF um dossiê detalhando as atividades ilícitas de Adilsinho. Para ele, a inclusão de seu nome na lista seria uma tentativa de desacreditá-lo ou de retaliar sua cooperação com as autoridades. 'Denunciei a máfia dos cigarros e agora tentam me incriminar', disse o delegado.
Impacto na investigação
A denúncia de Laterça pode fornecer novos elementos para a Operação Unha e Carne, que investiga a atuação de grupos criminosos no setor de cigarros. A PF analisa a lista e os depoimentos para esclarecer a veracidade das acusações e identificar possíveis integrantes da organização.



