A Linha Sul do Metrô do Recife voltou a operar nesta segunda-feira (29) às 12h, após ficar sete horas sem funcionar por falta de trens. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que a circulação foi retomada depois da liberação das composições pela manutenção. A linha, que tem 12 estações e 25,2 quilômetros de extensão entre Recife e Jaboatão dos Guararapes, transporta cerca de 60 mil passageiros por dia.
Frota antiga e quantidade insuficiente de trens
A CBTU explicou que o problema foi causado pela falta da quantidade mínima de trens para garantir a operação com intervalos compatíveis com a demanda. A Linha Sul conta com uma frota da década de 1980. Chegou a operar com sete trens, mas recentemente passou a funcionar com apenas cinco. Segundo a companhia, são necessários no mínimo quatro trens para circular, mas na manhã desta segunda não havia esse número disponível.
Reforço federal promete seis novos trens
O governo federal anunciou o envio de seis trens para a Linha Sul, após estudos indicarem que o Metrô do Recife entraria em colapso em abril de 2027 devido à obsolescência técnica dos veículos, que têm cerca de 40 anos de uso. As composições sairão de Minas Gerais. A primeira chegou ao Recife em maio deste ano, e as outras cinco devem chegar até setembro de 2026.
Problemas recentes na Linha Sul e Linha Centro
Esta não foi a primeira paralisação da Linha Sul em junho. No dia 9, um trem descarrilhou entre as estações Joana Bezerra e Recife. O serviço foi retomado parcialmente no mesmo dia e totalmente no dia seguinte, após a composição ser retirada dos trilhos na madrugada.
Outros incidentes recentes incluem: em 5 de março de 2026, a Linha Centro foi interditada por falha elétrica um dia após um descarrilamento; em 19 de fevereiro, o Ramal Camaragibe ficou dois dias sem funcionar por problemas na rede aérea. Em 2025, ocorreram: curto-circuito na rede aérea em 17 de dezembro, interditando a Linha Centro no horário de pico; falha na energia de tração em 27 de novembro; greve dos metroviários de 3 a 5 de novembro, fechando todas as 36 estações; incêndio em trem no dia 25 de outubro, sem vítimas, mas com interdição da Linha Centro; paralisação de 24 horas em 18 de agosto em protesto contra a privatização; e outro incêndio em trem em 10 de junho.



