A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) prendeu preventivamente, na sexta-feira (3), o cabeleireiro Mateus Veiga, suspeito de aplicar golpes em clientes por meio de redes sociais em Umuarama, no noroeste do estado. A operação, batizada de Operação Modelo, apurou que ele atraía vítimas com falsas promessas de cursos e vagas para modelos de mechas, exigindo pagamentos antecipados via Pix que variavam entre R$ 200 e R$ 400, mas não entregava o serviço prometido.
Prejuízo e número de vítimas
Segundo a polícia, ao menos 14 pessoas foram vítimas do golpe, resultando em um prejuízo conhecido de R$ 6 mil. A Justiça determinou o bloqueio do perfil do Instagram do cabeleireiro, que contava com mais de 500 mil seguidores, além do sequestro de bens e ativos financeiros. Neste sábado (4), o perfil já não estava mais disponível na plataforma.
Como o golpe funcionava
O delegado Thiago Pinheiro, responsável pela investigação, explicou que as denúncias contra Mateus começaram no fim de 2025. Ele utilizava o Instagram para publicar anúncios de cursos e seleção de modelos com valores supostamente promocionais. Durante a negociação, exigia pagamento antecipado via Pix, mas depois desmarcava os procedimentos ou bloqueava o contato das clientes.
“A vítima tinha um desconto para servir como modelo, mas tinha que pagar antecipado por meio de Pix. Quando ela ia ao local para fazer o serviço, ela passava por um teste de mecha. Elas ficavam cerca de duas horas com o produto no cabelo, mas no final dava negativo o teste e ela não poderia fazer o procedimento. A vítima acabava indo embora e, posteriormente, não tinha o dinheiro ressarcido”, detalhou Pinheiro.
Outras fraudes e orientações
Além disso, o delegado informou que pessoas denunciaram que Mateus ofertava cursos que nunca ocorriam, e os alunos também não foram ressarcidos. O caso continua em investigação. A polícia orienta que outras possíveis vítimas registrem boletim de ocorrência na Delegacia de Umuarama. O g1 tenta localizar a defesa do preso.



