Uma brasileira condenada por financiar o tráfico internacional de drogas foi presa na sexta-feira (5) ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A mulher, empresária do ramo da moda em Uberaba, no Triângulo Mineiro, era procurada pela Interpol e foi detida durante o cumprimento de um mandado de prisão. O nome e a idade dela não foram divulgados.
Segundo a Polícia Federal (PF), a prisão ocorreu durante o desembarque de um voo vindo de Londres, na Inglaterra. A mulher foi condenada a 8 anos e 9 meses de prisão por financiar o tráfico internacional de drogas.
Mulher saiu do Triângulo para a Europa
A prisão ocorreu durante a Operação "Cerco Fechado", que reúne ações integradas de inteligência das forças de segurança. Segundo as corporações envolvidas, os serviços de inteligência identificaram que a condenada havia deixado o Triângulo Mineiro e seguido para a Europa. Com base nas informações levantadas, foram realizadas diligências que levaram à inclusão do nome da mulher na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para localizar e prender foragidos procurados internacionalmente.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para localizar outros alvos e desarticular organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
O que é a difusão vermelha?
O arquivo da difusão vermelha foi o primeiro banco de dados da Interpol, criado originalmente de forma analógica. A primeira emissão do alerta vermelho da história é de 1947. O objetivo foi tentar encontrar um russo acusado pelo assassinato de um policial. O sistema de registros era feito com fichas de cartolina classificadas por nomes (arquivadas tanto em ordem alfabética quanto fonética), documentos legais (como dados pessoais e números de matrícula de veículos) e crimes (classificados por tipo e por local). Na década de 1980, os registros foram informatizados. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo.
Além da "difusão vermelha" (o termo técnico e oficial), a Interpol tem diversos outros sinais – cada qual com sua finalidade (e cor) específica.



