Uma mulher assistida pelo programa de proteção às vítimas de violência doméstica acionou o Botão do Pânico e conseguiu ajuda após ter a residência invadida pelo ex-companheiro na tarde desta segunda-feira (8), no bairro Amapá, em Marabá, sudeste do Pará. Segundo a Guarda Municipal de Marabá (GMM), o homem entrou no imóvel portando uma faca e um terçado e teria atentado contra a vida da vítima. Ao perceber a situação de risco, a mulher utilizou o dispositivo de emergência, que enviou automaticamente sua localização e informações cadastrais para a central de monitoramento. A ocorrência resultou na primeira prisão em flagrante realizada a partir do acionamento do Botão do Pânico no município.
Após receber o alerta, a equipe da Patrulha Maria da Penha foi deslocada com urgência ao endereço informado. O grupo, formado por dois guardas municipais e um policial militar, conseguiu localizar e prender o suspeito ainda no local. O homem foi encaminhado para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), onde foram realizados os procedimentos legais.
De acordo com a Guarda Municipal, o caso reforça a importância do Botão do Pânico como ferramenta de proteção às mulheres que possuem medidas protetivas ou acompanhamento da rede de enfrentamento à violência doméstica. A tecnologia permite o acionamento rápido das forças de segurança em situações de emergência, reduzindo o tempo de resposta e ampliando a proteção às vítimas. Este dispositivo tem se mostrado eficaz em diversas localidades, e a prisão em Marabá demonstra seu potencial para salvar vidas e garantir a segurança de mulheres em situação de risco.
A vítima, que já possuía medida protetiva contra o agressor, relatou que o ex-companheiro invadiu sua casa ameaçando-a com as armas brancas. O rápido acionamento do Botão do Pânico foi crucial para que as autoridades chegassem a tempo de evitar uma tragédia. A Guarda Municipal destacou que a integração entre a tecnologia e o trabalho da Patrulha Maria da Penha tem sido fundamental para o enfrentamento da violência doméstica na região.
Este caso representa um marco para Marabá, que agora conta com um registro concreto da efetividade do programa. A expectativa é que mais mulheres se sintam encorajadas a buscar ajuda e utilizar os recursos disponíveis para sua proteção. As autoridades locais reforçam a importância de denunciar qualquer tipo de violência e de manter os dispositivos de emergência sempre à mão.



