Apreensão de canetas emagrecedoras dispara no Brasil com contrabando do Paraguai
Apreensão de canetas emagrecedoras dispara no Brasil

Dados da Polícia Federal obtidos pelo GLOBO por meio da Lei de Acesso à Informação revelam que as apreensões de canetas emagrecedoras no Brasil dispararam nos primeiros cinco meses de 2026, superando em mais do que o dobro o total registrado em 2025. O contrabando, que tem origem principalmente no Paraguai, acendeu o alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Aumento expressivo das apreensões

Em 2024, foram apenas 9 apreensões de canetas emagrecedoras. Em 2025, o número subiu para 758. Já nos primeiros cinco meses de 2026, os registros já ultrapassam 1.500 ocorrências, indicando um crescimento acelerado do mercado clandestino. A maioria dos produtos contém tirzepatida, substância que exige prescrição médica e pode causar efeitos colaterais graves se usada sem acompanhamento.

Paraná lidera as ocorrências

O estado do Paraná concentra 37% das apreensões, devido à proximidade com a fronteira do Paraguai, principal rota de entrada do contrabando. A Polícia Federal intensificou operações em aeroportos e rodovias, especialmente no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, onde foram flagrados lotes de canetas emagrecedoras escondidas em bagagens.

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Riscos à saúde e ações da Anvisa

“O uso indiscriminado desses medicamentos pode levar a hipoglicemia, náuseas severas e até pancreatite”, alerta a Anvisa em nota. A agência registrou aumento de 300% nas notificações de efeitos adversos relacionados a canetas emagrecedoras entre 2024 e 2026. As ações de fiscalização foram intensificadas, com foco em sites e redes sociais que anunciam a venda ilegal dos produtos.

Impacto do contrabando

O contrabando de canetas emagrecedoras movimenta milhões de reais, com prejuízos para a indústria farmacêutica legal e riscos para a saúde pública. A Polícia Federal estima que apenas 10% do produto ilegal seja apreendido, indicando que o mercado clandestino é ainda maior. As investigações continuam para desmantelar as redes de distribuição.

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