Aos 114 anos, idoso em Campo Grande celebra aniversário com dança e família
Aos 114 anos, idoso em Campo Grande celebra aniversário

Aos 114 anos, Antônio José Fernandes celebrou seu aniversário no dia 27 de junho, na Associação dos Militares, em Campo Grande (MS), com música ao vivo do grupo Baileiros Caipira, muita dança e a presença de familiares e amigos. O supercentenário, natural de Aracaju (SE), escolheu Mato Grosso do Sul para viver e construir sua família.

Festa animada e disposição impressionante

Antônio usou chapéu, gravata borboleta azul e suspensório, look escolhido pela neta. Ele dançou durante toda a festa, segundo a neta Wania Catielli, e fez questão de celebrar ao lado de filhos, netos e amigos. Pai de nove filhos, avô de cinco netos, bisavô e tataravô de três crianças, ele mantém uma rotina ativa no Bairro Guanandi II, sempre acompanhado da neta Patrícia Ajala, do marido dela e dos bisnetos. Gosta de passear, conversar e tomar refrigerante, que brinca ser como conhaque. “Gosto de sair para tomar um refrizinho. Não gosto de tomar coisa quente, não”, disse sorrindo.

Reconhecimento como o mais velho de MS

A família busca o reconhecimento oficial de Antônio como a pessoa mais velha de Mato Grosso do Sul. Segundo dados do IBGE de 2022, o estado tinha 468 pessoas com 100 anos ou mais, sendo 125 homens e 343 mulheres. Em 2025, a família enviou documentação ao Guinness World Records, e o processo segue em análise, sem visita presencial dos representantes ainda. No Brasil, o mineiro Luís Carlos dos Santos é reconhecido como o homem mais velho, com 118 anos.

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Saúde e hábitos de vida

Antônio nunca precisou tomar medicamentos para pressão alta ou diabetes. Ele atribui sua longevidade à boa alimentação, com pratos como puchero e caldo de mocotó. A família relata que ele ouve bem, gosta de conversar por horas e conta histórias da juventude. Ele também mantém o hábito da oração, aprendido com a mãe e as avós. “Faço em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Peço saúde e que nunca falte o pão de cada dia”, afirmou. Antes de dormir, pede a Deus que guarde as almas dos entes queridos.

Memórias de mais de um século

Antônio lembra da infância em Sergipe, quando começou a trabalhar aos 16 anos em uma usina de açúcar. “Eu é que mandava lá. O chefe não sabia ligar os motores. Eu ia lá, ligava tudo e depois sentava”, conta rindo. Ele guarda memórias de Lampião e Maria Bonita e das avós Maria Valquíria e Maria Rosalinda. Também menciona um irmão gêmeo, de quem não tem notícias desde os nove anos.

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