Um estudante de 13 anos foi ferido com golpes de tesoura dentro da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Daisy Amadio Fujiwara, localizada no Jardim Arpoador, Zona Oeste de São Paulo. O ataque ocorreu na manhã de terça-feira (23), quando um colega desferiu três cortes contra o adolescente: dois no rosto (na testa e na bochecha) e um no peito.
Mãe relata desespero e falta de apoio da escola
A mãe do estudante, que preferiu não se identificar, afirmou que foi avisada pela escola sobre a agressão e buscou o filho para levá-lo ao atendimento médico. O adolescente está afastado das aulas nesta semana e, segundo a família, encontra-se abalado emocionalmente e com medo de retornar à unidade escolar. "Eu estou arrasada porque poderia ter deixado meu filho morto ou cego. A enfermeira falou que foi por muito pouco. Isso não pode ficar assim. Meu psicológico está abalado, e o dele, também", declarou a mãe.
Câmeras mostram chute do aluno antes do ataque
De acordo com a mãe, as imagens das câmeras de segurança da escola revelam que, antes da agressão, o filho teria dado um chute no colega. Ela afirma, no entanto, que o adolescente relatou estar sendo provocado pelo agressor havia alguns dias. "Mostraram o vídeo para mim. Meu filho deu um chute nele porque, segundo ele, já vinha sendo provocado há alguns dias. Depois, passado um tempo, o menino foi até ele e deu três golpes de tesoura. Para mim, ele agiu com a intenção de machucar meu filho", disse.
Mãe critica condução da escola e pede providências
A mãe afirma que o filho é uma criança tranquila e estranhou seu envolvimento na ocorrência. Ela também não descarta a possibilidade de ameaças que o garoto ainda não tenha contado à família. A mulher criticou a forma como a situação foi conduzida pela escola. "Eu acho que o mínimo que a escola deveria ter feito era me socorrer meu filho. Eu peguei meu filho, levei para o hospital e fiz toda a correria. Se fosse uma coisa pior, meu filho poderia ter morrido nos meus braços. Era para ter acionado a polícia e o Conselho Tutelar. Infelizmente, esse suporte eu não tive", declarou.
Escola aplicou suspensão e avalia transferência
Segundo a mãe, a direção da escola convocou os responsáveis pelos dois estudantes após o episódio. Ela foi informada de que o aluno apontado como autor da agressão recebeu suspensão e que a escola avalia a transferência dele para outra unidade de ensino. A família registrou um boletim de ocorrência no 75º Distrito Policial (Jardim Arpoador). O caso foi registrado como ato infracional análogo ao crime de lesão corporal. O adolescente segue em recuperação. A família afirma que pretende acompanhar as investigações e cobrar providências para evitar que situações semelhantes aconteçam novamente.
Prefeitura se manifesta e garante acompanhamento
Em nota, a Secretaria Municipal da Educação afirmou que a Prefeitura de São Paulo não compactua com nenhum tipo de violência. Segundo a pasta, a gestão da unidade prestou atendimento ao estudante e às famílias envolvidas, que foram acolhidas. A secretaria informou ainda que todos os envolvidos estão sendo acompanhados pelo Núcleo de Apoio e Acompanhamento à Aprendizagem (Naapa), formado por psicólogos e psicopedagogos. A secretaria disse também que foi aberto um Procedimento de Apuração sobre o caso e que a Diretoria Regional de Educação (DRE) segue à disposição das famílias.



