Um adolescente de 15 anos teve o nariz fraturado após ser agredido por um jovem de 18 anos e o pai dele, de 48 anos, em Ituverava (SP), no último domingo (21). A confusão começou por causa de uma pipa que caiu e foi recolhida pela vítima. Câmeras de segurança flagraram o momento da agressão, que ocorreu na Rua Gláucia Cavalcanti, no Jardim Primavera.
Mãe relata revolta e impotência
A mãe do adolescente, Aedri Hipólito, não esconde a revolta ao ver as imagens. "Aqueles gritos dele não saem do meu ouvido. Lá no fundo, queria que ele tivesse se enganado, que não tivesse sido aquele homem daquele tamanho colocar a mão no meu filho. Porque nós não colocamos, nós não precisamos bater, agredir, seja lá o que for, pra eles nos respeitarem", afirmou. "Eu não consigo te falar o que eu ainda tô sentindo. É um misto de ódio, raiva, impotência, de dor, de choro", completou.
Dinâmica da agressão
As imagens mostram a vítima no meio da rua com outros meninos, segurando a pipa. O suspeito de 18 anos, sem camisa, se aproximou e iniciou uma discussão. Em seguida, o pai dele se aproximou, gritou com o adolescente e tentou acertá-lo com um soco, sem sucesso. Logo depois, o filho desferiu um soco na vítima, que caiu no chão e gritou de dor ao ter o nariz atingido. Pai e filho deixaram o local com a pipa.
Registro policial
O caso foi registrado como lesão corporal pela Polícia Civil. Na delegacia, o homem de 48 anos negou as agressões, enquanto o filho confirmou ter dado o soco. A mãe relatou que, antes de obter as imagens, procurou o pai do jovem, que negou envolvimento. "Conseguimos chegar até ele, só que ele negou, disse que ele não tinha posto a mão nele, que meu filho tinha ido agredir o filho dele e ele entrou no meio, só entrou no meio pra poder separar", disse Aedri.
Estado de saúde da vítima
O adolescente sofreu fratura em dois pontos do nariz. Segundo a mãe, ele está estável e não precisará de cirurgia, mas está em repouso absoluto. "Fisicamente, ele está bem, graças a Deus. Só que ele está fazendo repouso absoluto. O médico pediu repouso absoluto, porque não tem o que fazer. Ou seria cirurgia, ou seria repouso absoluto. No caso dele, não foi necessário cirurgia", explicou.
Impacto psicológico
Apesar de o adolescente dizer que está bem psicologicamente, a família vive apreensiva. "Ele fala pra gente que ele está bem. Só que assim, eu não sei quem que está pior, se somos nós ou se é ele. Eu, por exemplo, não quero deixar ele sair do portão pra fora sozinho, por medo", afirmou a mãe.



