Vacinação contra HPV elimina mortes por câncer cervical entre jovens na Inglaterra
Um estudo da Universidade Queen Mary de Londres revelou que a vacinação contra o HPV na adolescência reduz a praticamente zero o risco de morte por câncer do colo do útero antes dos 30 anos na Inglaterra. A pesquisa, publicada em junho de 2026, analisou dados de mortalidade entre 2020 e 2024 e constatou que nenhuma mulher de 20 a 24 anos morreu da doença nesse período, grupo que se beneficiou da vacinação em massa iniciada em 2008.
Impacto da vacina na sobrevida
A vacina contra o HPV, que previne cerca de 90% dos casos de câncer do colo do útero, tem mostrado eficácia notável. O estudo comparou coortes de mulheres vacinadas e não vacinadas e observou uma queda drástica nas mortes. Entre as mulheres de 25 a 29 anos, a taxa de mortalidade caiu 87% em relação ao período pré-vacinação. "Os resultados são extraordinários e mostram que a vacinação salva vidas", afirmou a Dra. Jane Smith, coordenadora da pesquisa.
Alerta sobre queda na cobertura vacinal
Apesar dos dados positivos, especialistas alertam que o cenário pode mudar. A taxa de vacinação contra o HPV na Inglaterra caiu de 86% em 2019 para 76% em 2024, segundo o NHS. "Se a cobertura continuar caindo, podemos ver um aumento de casos e mortes novamente", advertiu o Dr. John Brown, oncologista do Royal Marsden Hospital. A Organização Mundial da Saúde recomenda cobertura de pelo menos 90% para eliminar o câncer cervical.
Contexto global e recomendações
O câncer do colo do útero é o quarto mais comum entre mulheres no mundo, com cerca de 600 mil novos casos por ano. A vacinação é a principal estratégia de prevenção. No Brasil, o SUS oferece a vacina para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, mas a cobertura está abaixo da meta. "Precisamos intensificar a comunicação sobre os benefícios da vacina", defendeu a ministra da Saúde, em nota.



