A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) classificaram como 'responsável e prudente' a decisão do governo brasileiro de suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue Butantan-DV. Em nota enviada à TV Globo nesta terça-feira (10), a OMS afirmou que a medida está alinhada com os procedimentos normais de segurança adotados quando novas vacinas começam a ser utilizadas em larga escala.
Proteção da saúde e confiança pública
Segundo a OMS, ações como essa ajudam a proteger a saúde e a confiança pública enquanto mais informações são coletadas. A entidade destacou que acompanha de perto a situação no Brasil e mantém contato com o Ministério da Saúde e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Investigação em andamento
Os organismos internacionais ressaltaram que qualquer relato de evento adverso grave após a vacinação é tratado com extrema seriedade. A OMS lamentou as mortes notificadas e manifestou condolências às famílias das vítimas. Ao mesmo tempo, enfatizou que os episódios parecem ser muito raros e que é necessário concluir as investigações para determinar se há relação entre os casos e a vacina ou se outros fatores estão envolvidos.
Sistema de farmacovigilância brasileiro
Na avaliação das entidades, o sistema brasileiro de farmacovigilância tem funcionado adequadamente ao identificar os eventos e desencadear a apuração necessária. A OMS explicou que trabalha em conjunto com fabricantes, autoridades de saúde e especialistas para monitorar continuamente a segurança das vacinas e detectar rapidamente possíveis problemas.
Status da vacina Butantan-DV
A vacina Butantan-DV foi desenvolvida pelo Instituto Butantan e, até o momento, tem autorização de uso apenas no Brasil. A OMS informou que o imunizante ainda não foi avaliado pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE), responsável por formular recomendações globais sobre vacinas.
Medidas complementares contra a dengue
A entidade também reforçou que a vacinação deve ser combinada com outras medidas de combate à dengue, como eliminação de criadouros do mosquito, proteção individual, diagnóstico precoce e atendimento oportuno aos pacientes. A OMS e a OPAS continuarão monitorando a situação e colaborando com as autoridades brasileiras para garantir a segurança da população.



