O governo federal anunciou a paralisação temporária da vacinação contra a dengue em Campinas (SP) após o registro de duas mortes suspeitas relacionadas ao imunizante do Instituto Butantan. A medida foi determinada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (8).
Números da vacinação em Campinas
Até a suspensão, a cidade havia aplicado 3.410 doses da vacina Butantan-DV. De acordo com a Secretaria de Saúde de Campinas, foram registrados 448 casos de possíveis reações adversas, o que corresponde a 13,1% do total de aplicações. Nenhum desses casos foi classificado como grave até a publicação desta reportagem.
Início e ampliação da campanha
A vacinação com o imunizante do Butantan começou em 10 de fevereiro, inicialmente voltada para trabalhadores da atenção primária. Em 4 de maio, a campanha foi ampliada para todos os trabalhadores da saúde das redes pública e privada, além de pessoas com 59 anos ou mais.
Estoque e investigação
Com a suspensão, a prefeitura informou que mantém 562 doses em estoque, que não serão utilizadas até a conclusão das investigações. As reações adversas fazem parte do monitoramento de segurança adotado em campanhas de imunização e incluem sintomas que precisam ser acompanhados pelas equipes de saúde, de acordo com a prefeitura.
Orientações para vacinados
A Secretaria de Saúde orienta que pessoas que receberam a vacina do Butantan há até 21 dias fiquem atentas a sintomas como:
- Febre
- Dor abdominal intensa
- Vômitos persistentes
- Tontura
- Sangramentos
- Sonolência excessiva ou irritabilidade
Em caso de sinais de alerta, a recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente.
O que muda na vacinação?
A suspensão vale apenas para o imunizante do Instituto Butantan. A vacina contra dengue aplicada em jovens de 10 a 14 anos, de outros fabricantes, segue disponível normalmente nos centros de saúde de Campinas.



