A farmacêutica brasileira Hypera Pharma deu entrada no processo de definição de preço junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para o Semavy, sua caneta de semaglutida nacional. O medicamento, ainda em análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segue os passos do Ozivy, da EMS, disponível desde junho, e promete ser uma opção mais acessível ao Ozempic, original da Novo Nordisk.
O que é o Semavy?
Semavy é uma caneta injetável de semaglutida, mesma substância ativa do Ozempic, indicada para diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para perda de peso. Com a expiração da patente da semaglutida, outras farmacêuticas podem produzir versões genéricas ou similares no Brasil. A Hypera Pharma, conhecida por marcas como Engov e Coristina D, agora aposta no mercado de análogos de GLP-1.
Processo regulatório e preço
A definição do preço pela CMED é uma das etapas regulatórias obrigatórias antes da comercialização. O valor ainda não foi divulgado, mas a expectativa é que seja inferior ao do Ozempic, que custa cerca de R$ 1.000 por caneta. A Hypera Pharma não informou prazos para a aprovação pela Anvisa, mas o registro do Semavy já está em análise.
Impacto no mercado e no SUS
O Semavy e o Ozivy representam uma alternativa nacional ao medicamento dinamarquês, que enfrenta alta demanda e problemas de abastecimento. A inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda depende de avaliação de custo-benefício pelo Ministério da Saúde. Atualmente, o Ozempic não é fornecido gratuitamente pelo SUS para diabetes, apenas em casos específicos.
Segundo a Hypera Pharma, o Semavy será produzido em sua fábrica em São Paulo, com capacidade para atender o mercado nacional. A empresa não detalhou o volume de investimento no projeto.
Contexto e concorrência
A corrida pela semaglutida nacional começou com a EMS, que lançou o Ozivy em junho de 2025. A Hypera Pharma agora busca consolidar sua posição. Outras farmacêuticas, como a Biolab, também demonstraram interesse. A expiração da patente abriu caminho para medicamentos mais baratos, mas a Anvisa exige estudos de bioequivalência para garantir eficácia e segurança.



