PRF homenageia menino fã da corporação que morreu de câncer no Acre
PRF homenageia menino fã que morreu de câncer no Acre

A Polícia Rodoviária Federal no Acre (PRF-AC) participou do cortejo e enterro de Enzo Effraim, de 8 anos, ocorrido na tarde de sexta-feira (26) em Rio Branco. O menino, que era fã da corporação, morreu na quinta-feira (25) após quase um ano de luta contra um linfoma de Hodgkin em estágio avançado (4B), um tipo de câncer que afeta as células do sistema imunológico.

Homenagem no aniversário e no adeus

Em abril, Enzo celebrou seu aniversário de 8 anos com a PRF-AC no posto de fiscalização da BR-364, no bairro Santa Cecília. A festa teve bolo temático, roupa inspirada na farda e chapéu da polícia. A mãe, Jussara Souza, contou que o menino começou a chorar de emoção: “Ele não costuma demonstrar muito, então, ver isso me deixou sem palavras”.

No enterro, Enzo foi velado com a roupa que ganhou da polícia durante a comemoração. Imagens enviadas por Jussara mostram uma viatura da PRF-AC acompanhando o cortejo, que saiu do bairro Belo Jardim I, Segundo Distrito, em direção ao Cemitério São João Batista, no bairro Dom Giocondo.

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Nota de pesar e solidariedade

Ao saber da morte, a PRF-AC emitiu uma nota de condolências na quinta-feira. “Neste momento de profunda dor e luto, expressamos nossa total solidariedade e respeito aos familiares e amigos. Pedimos a Deus que conforte o coração de todos que sofrem com essa perda tão dolorosa”, diz parte do comunicado.

O sonho de ser policial

O interesse de Enzo pela PRF começou após um evento no Núcleo de Atendimento Oncológico, onde ele fazia tratamento, que contou com a participação da corporação. Desde então, ele passou a falar sobre a vontade de comemorar o aniversário ao lado dos policiais. “Ele disse que queria o aniversário com a polícia. Depois que conheceu eles no hospital, ficou com isso na cabeça. Eu fui atrás desde o começo do ano para tentar organizar”, relatou a mãe.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico veio em setembro de 2025, quando Enzo ainda tinha 7 anos. A doença começou com um tumor atrás dos olhos e comprometeu órgãos como pulmões, fígado, coração e garganta. Jussara contou que procurou atendimento médico várias vezes por fortes dores de cabeça, tratadas inicialmente como enxaqueca. “Levei várias vezes e diziam que era enxaqueca, mas depois descobriram que já era o tumor atrás dos olhos”, relembrou. Após a confirmação, o menino passou por internações e quimioterapia, que precisou ser ajustada após a primeira dosagem não apresentar o resultado esperado.

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