Pinguim resgatado em Ipanema; temporada já soma 132 registros
Pinguim resgatado em Ipanema; temporada soma 132 registros

Mais um pinguim foi resgatado em uma praia do Rio de Janeiro, desta vez na Praia de Ipanema, Zona Sul da cidade. O animal, um pinguim-de-magalhães, foi encontrado debilitado na manhã desta quinta-feira (3) e levado para o Centro de Recuperação da Universidade Santa Úrsula. O resgate ocorre quatro dias após outro pinguim ser encontrado morto na Praia da Barra da Tijuca.

Detalhes do resgate

O pinguim foi avistado por banhistas por volta das 9h, próximo ao posto 9. Uma equipe do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) da Guarda Municipal foi acionada e realizou a captura. O animal estava fraco e com sinais de desidratação. Ele foi encaminhado para a Universidade Santa Úrsula, onde passará por exames e receberá os cuidados necessários antes de ser reintroduzido ao habitat natural.

Números da temporada

De acordo com o monitoramento realizado pelo Instituto Mar Urbano (IMU), a temporada de migração de pinguins já soma 132 registros entre Paraty e Saquarema, litoral do Rio de Janeiro. Desses, 84 animais foram encontrados mortos. O número é considerado alto pelos especialistas. “Estamos observando um aumento no número de pinguins debilitados que chegam às nossas praias. A maioria está desnutrida e desidratada”, afirmou a bióloga Marina Costa, coordenadora do IMU.

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Migração e causas

Os pinguins-de-magalhães migram da Patagônia, na Argentina, em busca de alimento. Durante a jornada, muitos se perdem ou enfrentam condições adversas, como correntes marítimas e falta de comida. Ao chegar fracos, acabam encalhando nas praias. A recomendação das autoridades é que, ao encontrar um pinguim, a população não tente devolvê-lo ao mar ou alimentá-lo, mas sim acione o monitoramento especializado pelo telefone (21) 99999-0000.

Orientações para a população

O resgate de Ipanema reforça a importância da participação da população na proteção dos animais. “Cada resgate bem-sucedido depende do rápido acionamento dos órgãos competentes. Não se deve manusear o animal sem proteção, pois eles podem estar doentes ou estressados”, alertou a veterinária do CRUS, Ana Paula Rodrigues.

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