Martha Ann Lillard, a última mulher no mundo a depender de um pulmão de aço para sobreviver, faleceu aos 78 anos em Oklahoma, nos Estados Unidos. Diagnosticada com poliomielite aos 5 anos, ela viveu a maior parte de sua vida conectada a um ventilador mecânico fabricado na década de 1950. Em 2026, o aparelho parou de funcionar e não pôde ser reparado devido à absoluta falta de peças de reposição.
Uma vida dependente de tecnologia ultrapassada
Martha contraiu poliomielite em 1953, quando a doença ainda assolava o mundo. A infecção deixou seu diafragma paralisado, reduzindo sua capacidade pulmonar a apenas 25% do normal. Desde então, ela dependia de um pulmão de aço — um cilindro metálico que cria pressão negativa para forçar a respiração. O modelo que usava era um dos poucos ainda em operação no mundo, e sua manutenção tornou-se cada vez mais difícil com o passar dos anos.
Segundo familiares, o pulmão de aço apresentou falhas mecânicas no início de 2026. Técnicos especializados foram chamados, mas não conseguiram localizar componentes originais ou compatíveis para o conserto. "Ela sabia que isso poderia acontecer a qualquer momento", disse um sobrinho em entrevista. "Mas nunca perdeu a esperança de que alguém encontrasse uma solução."
Complicações pós-Covid e escolhas limitadas
Martha enfrentou complicações de saúde após contrair Covid-19 em 2025, o que agravou sua fragilidade respiratória. Apesar de ter se recuperado da infecção, sua dependência do pulmão de aço se tornou ainda mais crítica.
O caso expõe a vulnerabilidade de pacientes que sobrevivem com tecnologias médicas obsoletas. A poliomielite foi erradicada na maior parte do mundo graças à vacinação, mas milhares de sobreviventes ainda vivem com sequelas. Para Martha, não havia alternativa viável: pulmões de aço modernos não são mais fabricados, e a adaptação a ventiladores atuais seria complexa e arriscada.
O fim de uma era
A morte de Martha Ann Lillard marca o fim de uma era para os sobreviventes da poliomielite. Ela era uma das últimas pessoas no mundo a usar o pulmão de aço como único suporte de vida. "Ela foi um símbolo de resistência e uma lembrança viva do passado", afirmou um historiador da medicina. "Sua história destaca a importância de manter a memória das doenças que a vacinação conseguiu controlar."
O óbito ocorreu em 13 de julho de 2026, em sua casa em Oklahoma, cercada por familiares. A causa imediata foi insuficiência respiratória devido à falha do equipamento.



