O Looksmaxxing, prática estética que vem ganhando popularidade entre adolescentes e jovens, consiste na busca por padrões de beleza considerados perfeitos, muitas vezes irreais. O movimento, amplificado pelas redes sociais, tem gerado alerta entre especialistas devido aos riscos à saúde física e mental dos praticantes.
O que é o Looksmaxxing?
Looksmaxxing é um termo que descreve uma série de procedimentos e comportamentos voltados para a maximização da aparência física. A prática inclui desde mudanças na alimentação e exercícios físicos até procedimentos estéticos invasivos e, em casos extremos, automutilação. Influenciadores digitais propagam essas práticas, incentivando seguidores a buscarem um ideal de beleza frequentemente inatingível.
Riscos à saúde
Especialistas alertam que o Looksmaxxing pode levar a sérios problemas de saúde. A pressão por resultados rápidos e a insatisfação com a própria imagem podem desencadear transtornos alimentares, dismorfia corporal e depressão. Além disso, a automutilação, presente em alguns casos, representa um grave risco físico e psicológico.
Conexão com grupos incels
A prática também é associada a comunidades incels (celibatários involuntários), que pregam a aparência como fator determinante para o sucesso social e afetivo. Essa associação agrava os riscos, pois muitos jovens se sentem pressionados a seguir esses padrões para serem aceitos.
Caso de Gabriel Ganley
No Brasil, a morte do fisiculturista Gabriel Ganley chamou a atenção para os perigos da busca por corpos perfeitos. Ganley, que utilizava esteroides e praticava treinos extremos, faleceu em decorrência de complicações cardíacas. O caso serve como alerta para os limites da busca pela estética idealizada.
O papel das redes sociais
As plataformas digitais têm papel central na disseminação do Looksmaxxing. Influenciadores promovem rotinas de beleza e procedimentos sem alertar sobre os riscos. A falta de regulamentação e a glamourização de padrões irreais contribuem para que jovens adotem práticas perigosas.
Especialistas recomendam que pais e educadores estejam atentos a sinais de insatisfação corporal excessiva e incentivem o diálogo sobre autoestima e aceitação. A busca por saúde e bem-estar deve priorizar o equilíbrio, e não a perfeição estética.



