A produção industrial brasileira registrou queda de 0,2% em maio na comparação com abril, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de alta, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado frustrou as projeções do mercado, que esperava estabilidade ou ligeiro crescimento.
Desempenho por setores
Entre os ramos pesquisados, 12 dos 25 apresentaram retração na produção. As maiores influências negativas vieram de indústrias extrativas (-1,1%), veículos automotores (-0,8%) e produtos alimentícios (-0,5%). Por outro lado, setores como coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (1,2%) e máquinas e equipamentos (0,9%) tiveram alta.
Impacto na economia
A queda surpreendeu analistas, que aguardavam um avanço de 0,1% a 0,3%. O resultado sugere que o ritmo de recuperação industrial pode estar perdendo força, após um primeiro trimestre mais robusto. O indicador é acompanhado de perto pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda para calibragem da política econômica.
Em termos anuais, a indústria acumula alta de 1,3% nos primeiros cinco meses de 2025, mas o desempenho de maio acende um alerta sobre a sustentabilidade do crescimento. O setor industrial vinha se beneficiando da queda dos juros e da melhora do crédito, mas ainda enfrenta desafios como a concorrência externa e a volatilidade cambial.
Perspectivas
Para os próximos meses, a expectativa é de que a indústria continue sob pressão, especialmente diante do cenário internacional incerto e da desaceleração da economia global. O governo anunciou medidas de estímulo, mas o efeito deve ser gradual.



