Gripe canina: sintomas, transmissão e como proteger seu cão no inverno
Gripe canina: sintomas e proteção no inverno

A veterinária Juliana Morika Sonoda, de Itapetininga (SP), alerta que a gripe canina é uma doença respiratória contagiosa que se torna mais frequente durante o inverno. Os sintomas incluem espirros, tosse, coriza, febre e apatia, semelhantes aos da gripe humana, mas a enfermidade é exclusiva dos cães e não é transmitida para gatos ou humanos.

O que é a gripe canina?

Segundo Juliana, a gripe canina é causada por diferentes vírus e bactérias, principalmente pela bactéria Bordetella Bronchiseptica e por vírus respiratórios. “Vários podem estar envolvidos na chamada ‘gripe canina’ ou complexo respiratório infeccioso canino”, explica a veterinária. A doença afeta as vias respiratórias dos cães e pode variar de leve a grave, especialmente em filhotes, idosos ou animais debilitados.

Aumento no inverno

A especialista aponta que, assim como outras doenças respiratórias, os casos de gripe canina tendem a aumentar nos períodos mais frios. “Durante o inverno, os animais costumam permanecer mais tempo em ambientes fechados e com menor circulação de ar, facilitando a transmissão dos agentes infecciosos. Além disso, o ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias e favorecer o aparecimento dos sinais e sintomas”, esclarece Juliana.

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Sintomas comuns

Os tutores devem ficar atentos aos seguintes sintomas: tosse seca, alta e persistente; engasgos e ânsia após tossir; espirros; corrimento nasal e ocular; febre; falta de apetite; apatia. Raças braquicefálicas, como pug, bulldog francês e shih tzu, costumam ter maior sensibilidade e problemas respiratórios devido à anatomia das vias aéreas.

Transmissão e prevenção

A transmissão ocorre por gotículas eliminadas na tosse e no espirro, além do contato direto entre cães e objetos contaminados, como potes de água, brinquedos e comedouros. “Por isso, locais com grande circulação de cães, como creches, hotéis, parques e eventos, apresentam maior risco de transmissão”, alerta a veterinária. A principal forma de proteção é a vacinação, que estimula o sistema imunológico do pet a produzir proteção contra os principais agentes da gripe canina. Além disso, recomenda-se evitar contato com cães doentes, manter ambientes limpos e ventilados, oferecer alimentação de qualidade, atualizar o calendário vacinal e reduzir o estresse excessivo.

Cuidados com o pet gripado

Se o cão contrair a doença, Juliana orienta: procurar avaliação veterinária; evitar passeios e contato com outros cães durante o período de transmissão; oferecer água fresca à vontade; garantir repouso adequado; administrar somente medicamentos prescritos pelo veterinário. “Vejo que muitos veem o animal tossindo e automedicam os pets, sem saber o que estão fazendo e por achar que um simples xarope pode curar o quadro. Em muitos casos pode piorar, principalmente em cães idosos e debilitados”, alerta a especialista.

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