O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (8), a paralisação temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de duas mortes suspeitas que estão sob investigação. A medida é considerada preventiva pelas autoridades de saúde.
Vacinação em andamento
Mais de 1,7 mil doses da vacina Butantan-DV já haviam sido aplicadas em profissionais da saúde nas cidades de São José dos Campos e Taubaté, no interior de São Paulo, antes da suspensão. Em São José dos Campos, a campanha começou em 10 de fevereiro e era voltada exclusivamente para trabalhadores da rede municipal de saúde. Segundo a prefeitura, 1.178 pessoas receberam o imunizante, sem registros de mortes ou reações adversas graves.
Em Taubaté, a Vigilância em Saúde recebeu 545 doses, também destinadas a profissionais de saúde. A prefeitura local informou que acompanha as orientações do Ministério da Saúde e aguarda uma nota técnica para definir os próximos passos.
Motivos da suspensão
A suspensão foi motivada pela identificação de eventos adversos, incluindo três casos considerados graves, entre cerca de 500 mil pessoas vacinadas. O Instituto Butantan esclareceu que ainda não é possível afirmar se esses casos têm relação direta com a vacina. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da campanha.
Em nota, o Butantan afirmou que continuará colaborando com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fornecendo informações, realizando novos estudos e monitorando os vacinados por meio da farmacovigilância. Caso a segurança do imunizante seja confirmada, a vacinação poderá ser retomada.
Próximos passos
As prefeituras de São José dos Campos e Taubaté interromperam a aplicação das doses e aguardam novas diretrizes dos governos federal e estadual. O Ministério da Saúde reforçou que a paralisação é temporária e que as investigações seguirão em andamento para esclarecer os casos suspeitos.



