Uma pesquisa publicada na revista científica Cell Press Blue revela que pessoas que moram juntas compartilham até um quinto das bactérias do intestino. O estudo, liderado por Vitor Heidrich, analisou 430 indivíduos na Itália e em Fiji, demonstrando que a convivência influencia significativamente a composição da microbiota intestinal e oral.
Compartilhamento de micróbios entre coabitantes
Os pesquisadores descobriram que coabitantes compartilham cerca de 20% da microbiota intestinal e oral. Entre parceiros românticos, esse índice sobe para 44% dos micróbios orais. A transmissão de bactérias ocorre principalmente por contato direto, como beijos, e pelo ambiente compartilhado.
Impactos na saúde
O compartilhamento de bactérias pode ter implicações importantes para a saúde. A composição da microbiota está associada a doenças como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até mesmo alguns tipos de câncer. Compreender como a microbiota é transmitida entre pessoas pode ajudar a desenvolver novas estratégias de prevenção e tratamento.
Aplicações futuras
Os resultados do estudo podem aprimorar terapias probióticas e transplantes fecais. Ao entender melhor como as bactérias são compartilhadas, os cientistas podem desenvolver intervenções mais eficazes para modular a microbiota e melhorar a saúde das pessoas.
A pesquisa abre caminho para novas investigações sobre o papel do ambiente social na composição da microbiota e seu impacto na saúde humana.



