Cobertura vacinal global melhora pouco em 2025, ainda abaixo do pré-pandemia
Cobertura vacinal global melhora pouco em 2025

A cobertura vacinal global em 2025 apresentou uma leve melhora em relação ao ano anterior, mas ainda permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de covid-19, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Nas Américas, no entanto, o percentual de imunização superou o registrado em 2019, antes da crise sanitária.

Dados globais de vacinação em 2025

Segundo o relatório conjunto, a cobertura da primeira dose da vacina DTP (que protege contra difteria, tétano e coqueluche) atingiu 90% globalmente em 2025. Apesar desse avanço, cerca de 13,5 milhões de crianças em todo o mundo ainda não receberam nenhuma dose da vacina, o que representa um desafio significativo para a saúde pública.

“A melhora é modesta e insuficiente. Precisamos acelerar os esforços para alcançar todas as crianças”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado oficial.

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Américas superam níveis pré-pandemia

Na região das Américas, a cobertura vacinal superou os índices de 2019, antes da pandemia. A OMS atribui esse resultado a campanhas intensificadas de imunização e ao fortalecimento dos sistemas de saúde em vários países do continente. A América Latina, em particular, registrou um aumento significativo na cobertura contra o papilomavírus humano (HPV), com destaque para programas de vacinação escolar.

“O progresso nas Américas mostra que é possível recuperar e até superar os níveis pré-pandemia com investimento e compromisso político”, disse a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne.

Desafios persistentes

Apesar dos avanços regionais, o cenário global ainda preocupa. A cobertura da terceira dose da DTP, que indica a conclusão do esquema básico, ficou em 85%, abaixo da meta de 95% recomendada pela OMS. Além disso, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose, a maioria em países de baixa e média renda, especialmente na África e no Sudeste Asiático.

A vacina contra o HPV, que previne o câncer de colo do útero, teve aumento de cobertura, com 25% das meninas de 9 a 14 anos vacinadas globalmente, contra 20% em 2024. Na América Latina, a cobertura chegou a 40%, impulsionada por campanhas em escolas.

Impacto e próximos passos

A OMS e o Unicef alertam que a baixa cobertura vacinal aumenta o risco de surtos de doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite. Em 2025, foram registrados surtos de sarampo em 15 países, principalmente na África e no Mediterrâneo Oriental. As organizações pedem que governos priorizem a imunização de rotina e invistam em sistemas de saúde.

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