A Clínica da Dor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), localizada no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), tornou-se referência no tratamento de pacientes com dor crônica e agora inspira um projeto de lei que busca expandir esse modelo de atendimento para todo o país.
Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados
O projeto de lei, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, prevê a criação de unidades especializadas em dor crônica em hospitais universitários federais. A iniciativa tem como base a experiência bem-sucedida do Hupe, que há mais de uma década oferece atendimento multidisciplinar a pacientes com condições como fibromialgia, lombalgia e outras síndromes dolorosas.
Abordagem biopsicossocial como diferencial
O modelo da Uerj se destaca por adotar uma abordagem biopsicossocial, que integra tratamentos médicos, fisioterapêuticos, psicológicos e de terapia ocupacional. Essa estratégia visa não apenas aliviar a dor, mas também melhorar a qualidade de vida e promover a reinserção social dos pacientes. Segundo especialistas, a dor crônica afeta cerca de 30% da população brasileira, e o acesso a tratamentos adequados ainda é limitado.
Impacto para milhões de brasileiros
A proposta, liderada pelo deputado Hugo Leal, tem potencial para beneficiar milhões de brasileiros que sofrem com dor crônica, especialmente aqueles que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). A expansão das clínicas especializadas para hospitais universitários federais pode reduzir filas de espera e oferecer atendimento mais humanizado e eficaz.
O projeto também prevê a capacitação de profissionais de saúde e a realização de pesquisas clínicas, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre o tratamento da dor crônica no Brasil. Se aprovado, o modelo da Uerj poderá ser replicado em todas as regiões do país, garantindo maior equidade no acesso à saúde.



