Cacique Raoni luta há dois meses contra pneumonia e hemorragia digestiva
Cacique Raoni: dois meses de luta contra pneumonia e hemorragia

O cacique Raoni, líder indígena nonagenário e uma das figuras mais emblemáticas da luta pelos direitos dos povos originários, enfrenta há dois meses graves complicações de saúde. Desde maio, ele passou por duas internações, uma cirurgia e foi transferido de Mato Grosso para São Paulo, onde permanece internado no Hospital São Paulo, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Evolução do quadro clínico

De acordo com boletins médicos divulgados pela assessoria do cacique, Raoni foi inicialmente diagnosticado com pneumonia aspirativa, condição que ocorre quando alimentos ou líquidos são inalados para os pulmões. Além disso, ele apresentou episódios de hemorragia digestiva, que exigiram intervenção cirúrgica para controle do sangramento. Após a cirurgia, o líder indígena apresentou melhora progressiva, estando consciente, aceitando alimentação oral e respirando sem assistência de aparelhos.

Internações e transferência

O cacique foi internado pela primeira vez em maio, em um hospital de Mato Grosso, onde permaneceu por algumas semanas. Com a piora do quadro, foi transferido para São Paulo, onde passou por nova internação e procedimento cirúrgico. A equipe médica do Hospital São Paulo monitora de perto sua recuperação, mas ainda não há previsão de alta.

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Repercussão e apoio

A notícia das complicações de saúde do cacique Raoni gerou comoção entre lideranças indígenas, autoridades e apoiadores de todo o Brasil. Em nota, a assessoria do cacique agradeceu as mensagens de apoio e reforçou que ele segue em recuperação, com quadro estável. Raoni é conhecido internacionalmente por sua luta em defesa da Amazônia e dos direitos indígenas, tendo sido indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Contexto de saúde do líder

Com aproximadamente 90 anos, Raoni já havia enfrentado outros problemas de saúde nos últimos anos, incluindo internações por infecções respiratórias. A pneumonia aspirativa é uma condição comum em idosos, especialmente naqueles com dificuldades de deglutição. A hemorragia digestiva, por sua vez, pode ter diversas causas, como úlceras ou uso de medicamentos. A cirurgia realizada teve como objetivo estancar o sangramento e evitar complicações maiores.

Expectativas para a recuperação

Os médicos avaliam que a recuperação do cacique tem sido satisfatória, mas ainda requer cuidados intensivos. A equipe multidisciplinar do Hospital São Paulo acompanha sua evolução diariamente, com foco na reabilitação da deglutição e na prevenção de novas infecções. Apesar da melhora, o estado de saúde do líder indígena ainda é considerado delicado, e a alta hospitalar depende de sua plena recuperação funcional.

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