Gabriely Miranda, influenciadora digital e futura mãe do primeiro filho, trouxe ao debate público um tema comum entre gestantes: as alterações na pele durante a gravidez. Em suas redes sociais, ela compartilhou a experiência com acne gestacional, abordando o assunto com naturalidade e ajudando a desmistificar o problema.
O que causa a acne na gravidez?
Segundo a dermatologista Fernanda Nichelle, as oscilações hormonais típicas do período gestacional são as principais responsáveis pelo aumento da oleosidade e pelo surgimento de acne. “Durante a gravidez, há um pico de hormônios como a progesterona, que estimula as glândulas sebáceas, deixando a pele mais oleosa e propensa a cravos e espinhas”, explica a especialista.
No entanto, Nichelle ressalta que as reações cutâneas variam de mulher para mulher. Enquanto algumas desenvolvem acne intensa, outras podem notar uma melhora na pele. “Cada organismo reage de forma única às mudanças hormonais. Por isso, é comum vermos desde peles mais oleosas até peles que ficam mais secas durante a gestação”, completa.
Cuidados e tratamentos seguros
A especialista alerta que o tratamento da acne gestacional deve ser cuidadoso e sempre orientado por um médico. Muitos princípios ativos usados no combate à acne, como o ácido salicílico em altas concentrações e os retinoides, são contraindicados na gravidez por risco ao bebê.
Opções seguras incluem o uso de ácido azelaico, niacinamida e protetores solares oil-free. “A limpeza suave da pele com sabonetes específicos para pele oleosa e a hidratação com produtos não comedogênicos também ajudam a controlar a oleosidade sem agredir a pele”, orienta Nichelle.
A importância do acompanhamento profissional
Gabriely Miranda, ao expor suas dificuldades com a acne, incentiva outras gestantes a buscarem ajuda especializada. A dermatologista reforça que o pré-natal odontológico e o acompanhamento dermatológico são fundamentais para evitar complicações e tratar de forma eficaz.
“A gestante não precisa sofrer em silêncio. Existem tratamentos seguros que podem ser adaptados para cada caso, sempre com supervisão médica”, conclui a especialista.



