Estudo revela benefícios da caminhada para a memória
A especialista em envelhecimento Coral Sanfeliu Pujol, bióloga de formação e pesquisadora do cérebro há décadas, traz uma notícia animadora para quem busca manter a saúde mental na terceira idade. Segundo ela, caminhar apenas 4 mil passos por dia já é suficiente para reduzir significativamente o risco de declínio da memória. A descoberta desmistifica a crença de que seria necessário um volume maior de exercícios para obter benefícios cognitivos.
Plasticidade cerebral e movimento
Pujol destaca que o cérebro humano mantém a plasticidade ao longo de toda a vida, ou seja, a capacidade de se adaptar e formar novas conexões neurais. O exercício físico, mesmo em intensidade moderada, estimula essa plasticidade. “O movimento é um dos principais aliados para manter o cérebro jovem e funcional”, afirma a especialista. Ela ressalta que a caminhada diária de 4 mil passos é uma meta acessível para a maioria das pessoas e pode ser incorporada à rotina sem grandes dificuldades.
Mitos sobre o cérebro e exercícios
A pesquisadora também refuta conceitos errôneos comuns, como a ideia de que usamos apenas 10% do cérebro. “Isso é um mito. Utilizamos praticamente todas as áreas do cérebro ao longo do dia”, explica. Outro equívoco é acreditar que o envelhecimento leva inevitavelmente ao declínio mental. “Com hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios, é possível manter a memória e outras funções cognitivas em bom estado por muitos anos”, completa.
Recomendações práticas
Para quem deseja começar, Pujol sugere:
- Iniciar com caminhadas curtas e aumentar gradualmente o número de passos;
- Utilizar um pedômetro ou aplicativo de celular para monitorar a quantidade de passos;
- Incorporar a caminhada em momentos do dia, como ir ao trabalho a pé ou subir escadas em vez de usar o elevador.
A especialista conclui que a prevenção do declínio da memória está ao alcance de todos, bastando pequenas mudanças no estilo de vida. “Cada passo conta para a saúde do cérebro”, finaliza.



