Famílias de vítimas do voo 2283 buscam justiça um ano após tragédia em Vinhedo
Famílias de vítimas do voo 2283 buscam justiça um ano após tragédia em Vinhedo

Um ano após a queda do voo 2283, que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP) em agosto de 2024, familiares das vítimas articulam medidas legais nas esferas cível e criminal para responsabilizar os envolvidos e obter reparações.

Na área criminal, o advogado Luciano Katarinhuk, assistente de acusação, afirmou que o foco é identificar e indiciar pessoas que possam ter contribuído para o desastre por negligência, omissão ou dolo eventual. Ele destacou que não se deve atribuir a culpa apenas aos pilotos, que também eram vítimas.

Na esfera cível, o advogado Leonardo Amarante, que representa 30 famílias e a associação das vítimas, informou que 80% das indenizações individuais já foram concluídas por meio de um programa de compensação mediada, com apoio do Ministério Público e da Defensoria Pública. Agora, busca-se dano moral coletivo para compensar a sociedade pelo impacto do acidente.

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As investigações da Polícia Federal (PF) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda estão em andamento. O inquérito da PF analisa a possibilidade de ação criminosa, enquanto o Cenipa foca no sistema de degelo da aeronave e no desempenho dos tripulantes. O relatório final deve ser apresentado até o fim de 2025.

A Voepass, em nota, classificou o acidente como o episódio mais difícil de sua história e afirmou manter suporte psicológico às famílias, além de colaborar com as investigações. A empresa disse que as indenizações estão em estágio avançado e que o relatório final do Cenipa apontará as causas do ocorrido.

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