O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que acredita ser hora de o país 'seguir em frente' com outro assunto, ao ser questionado sobre os arquivos do caso Jeffrey Epstein. A declaração ocorreu após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar mais de 3 milhões de páginas de documentos relacionados ao bilionário, acusado de comandar uma rede de tráfico sexual.
Trump, que teve uma relação próxima de amizade com Epstein nas décadas de 1990 e 2000, disse que as revelações não o comprometem e que não leu os documentos, pois 'tem outras coisas a fazer'. Os arquivos citam aliados de Trump, como Elon Musk e o secretário de Comércio Howard Lutnick.
Ao responder a uma repórter da CNN, Trump a destratou, dizendo que jamais a vira sorrir e desmerecendo seu trabalho. Agressões verbais a jornalistas mulheres são frequentes por parte do republicano, especialmente as de veículos que ele considera oposição.
Trump sustenta que Epstein conspirou para impedir sua eleição em 2016. As investigações apontam que o empresário abusou de dezenas de meninas menores de idade no início dos anos 2000. Epstein foi preso em 2019 e morreu um mês depois, com as autoridades concluindo que ele tirou a própria vida.
Os novos arquivos mencionam diversas personalidades americanas e também trazem referências ao Brasil. Entre 2002 e 2005, Epstein pagava centenas de dólares para que meninas fossem até suas propriedades e realizassem atos sexuais, além de recrutarem outras garotas. Dezenas de mulheres o acusam de forçá-las a serviços sexuais em uma ilha particular no Caribe e em suas casas em Nova York, Flórida e Novo México. O governo dos EUA afirma que Epstein explorou sexualmente mais de 250 menores.



