Um homem de 38 anos foi preso na madrugada desta sexta-feira após pichar a estátua de Winston Churchill na Praça do Parlamento, em Londres. O monumento, localizado em frente ao Palácio de Westminster, foi alvo de tinta vermelha e frases como “Guerra criminosa sionista”, “Parem o genocídio” e “Palestina Livre”.
Segundo a Metropolitan Police, o suspeito foi detido sob acusação de dano criminal com agravante racial. Agentes chegaram ao local cerca de dois minutos após o alerta, pouco depois das 4h da manhã, quando o homem foi visto borrifando tinta na base da estátua.
A estátua de 3,6 metros foi inaugurada em 1973 por Clementine Churchill, viúva do ex-primeiro-ministro. Ela faz parte de um conjunto de 12 monumentos de líderes históricos na Praça do Parlamento, que inclui figuras como Abraham Lincoln e Nelson Mandela.
O caso ocorre em meio a tensões internacionais relacionadas ao conflito no Oriente Médio e a protestos frequentes na capital britânica. Em 2020, durante manifestações do movimento Black Lives Matter, a mesma estátua foi pichada com a palavra “racista”. Naquele ano, um ativista do Extinction Rebellion foi multado por escrever o mesmo termo em um protesto climático.
Em dezembro, a polícia de Londres e de Manchester anunciaram que passariam a prender manifestantes que entoassem o slogan “globalise the intifada”, após dois atentados na Austrália e no Reino Unido. O episódio reacendeu o debate sobre liberdade de expressão, vandalismo e os limites legais de manifestações políticas em espaços públicos simbólicos.



