Todos os presídios da Serra Gaúcha estão interditados por superlotação
Todos os presídios da Serra Gaúcha estão interditados por superlotação

Os oito presídios localizados na Serra Gaúcha estão impedidos de receber novos detentos, seja de forma total ou parcial. A medida foi determinada por decisões judiciais que apontam superlotação nas unidades e cobram ações do poder público para evitar o agravamento do problema.

Registros feitos no mês passado mostram a realidade dentro das casas prisionais da região. O cenário se repete em diferentes presídios e, em alguns casos, atinge índices extremamente elevados. Segundo a juíza da 1ª Vara de Execuções Criminais de Caxias do Sul, Joseline Vargas, nos últimos dois anos houve um incremento maior na superlotação, em razão da atuação firme das forças policiais na região, que gera maior número de prisões.

Nas interdições, a Justiça exige que o Estado realize obras nas estruturas existentes para que os locais possam voltar a receber presos em curto prazo. Paralelamente, o Ministério Público mantém uma ação contra o governo estadual pedindo providências em relação a presos que permanecem em viaturas e delegacias. A promotora Anelise Haertel Grehs explica que o objetivo é impedir esse tipo de custódia em todo o Rio Grande do Sul.

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O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do RS, Guilherme Wondracek, afirma que a situação compromete o trabalho policial, pois os policiais precisam despender tempo para cuidar de presos, em vez de realizar investigações e atender a população. O secretário estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Atílio Kurtz Rossato, aponta que a principal solução é a construção de uma nova penitenciária em Caxias do Sul, no bairro Apanhador, com previsão de conclusão até o fim do ano e criação de 1,65 mil vagas.

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