O padre Françoá Costa, da Arquidiocese de Brasília, foi excomungado pelo Vaticano por sua ligação com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo que se opõe a parte das reformas promovidas pela Igreja Católica a partir do Concílio Vaticano II, na década de 1960. A excomunhão foi confirmada pela própria Arquidiocese de Brasília em comunicado oficial.
Quem é Françoá Costa
Formado em Filosofia e doutor em Teologia, Costa é capelão da Capela Santo Atanásio, em Brasília, e mantém um canal no YouTube onde promove aulas e reflexões. Em vídeo intitulado 'Resposta aos inimigos', ele afirmou que continuará celebrando missas normalmente, contestando a validade da excomunhão. 'Não reconheço essa excomunhão, pois ela é baseada em mentiras', declarou o padre.
O que é a Fraternidade Sacerdotal São Pio X
A FSSPX foi fundada pelo arcebispo Marcel Lefebvre em 1970, como reação às mudanças litúrgicas e doutrinárias do Concílio Vaticano II. O grupo é conhecido por celebrar a missa no rito tridentino (em latim) e por rejeitar pontos como o ecumenismo e a liberdade religiosa. Em 1988, Lefebvre foi excomungado por ordenar bispos sem autorização papal. Desde então, a fraternidade vive uma situação canônica irregular, embora tenha havido tentativas de reconciliação.
Reações e impactos
A excomunhão de Costa gerou debate entre católicos tradicionalistas e setores da Igreja. A Arquidiocese de Brasília informou que a medida foi tomada após 'reiteradas tentativas de diálogo' e que Costa 'persistiu em atos de desobediência'. O padre, por sua vez, afirma que continuará seu trabalho pastoral. 'Não vou abandonar meus fiéis', disse. O caso reforça as tensões entre a hierarquia católica e grupos que rejeitam o Concílio Vaticano II.



