Operação Última Parada: vereador do PT ligado ao PCC e à Transunião
Operação Última Parada: vereador do PT e Transunião

A Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, prendeu o vereador Senival Moura (PT), apontado como verdadeiro controlador da empresa de ônibus Transunião Transportes. Segundo as investigações, a empresa era utilizada para lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação também revela ligações com a Operação Carbono Oculto e com o caso que envolve a influenciadora Deolane Bezerra.

Vereador como elo entre crime organizado e empresa de ônibus

De acordo com a polícia, Senival Moura atuava como controlador de fato da Transunião, intermediando relações entre a organização criminosa e o setor de transporte público. A investigação aponta que o vereador utilizava sua influência política para favorecer os interesses do PCC dentro da empresa, que teria sido infiltrada pelo crime organizado para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas.

“O vereador era o elo entre o crime organizado e a Transunião. Ele controlava as decisões estratégicas da empresa e garantia que os recursos do PCC fossem lavados por meio do transporte público”, afirmou o delegado responsável pela operação, em entrevista coletiva.

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Conexões com a Operação Carbono Oculto e o caso Deolane

A Operação Última Parada tem pontos de contato com a Operação Carbono Oculto, que investiga fraudes no mercado de créditos de carbono, e com o caso Deolane Bezerra, que envolve lavagem de dinheiro e jogos ilegais. A polícia identificou transações suspeitas entre a Transunião e a Duvale Distribuidora, empresa de combustíveis que também é alvo da Operação Carbono Oculto. Além disso, foram encontrados vínculos financeiros entre a Transunião e pessoas ligadas a Deolane Bezerra, que já foi investigada por operações financeiras irregulares.

“As conexões são claras: a Transunião recebia recursos de empresas investigadas na Carbono Oculto e repassava valores para contas associadas ao esquema de Deolane. Isso demonstra uma rede complexa de lavagem de dinheiro”, explicou o promotor do MP-SP.

Transações suspeitas e lavagem de dinheiro

As investigações revelaram que a Transunião realizava pagamentos a empresas de fachada e superfaturava contratos de manutenção e combustível, gerando recursos que eram desviados para o PCC. Somente nos últimos dois anos, a movimentação financeira suspeita ultrapassa R$ 50 milhões, segundo dados da polícia. A empresa também teria utilizado laranjas para ocultar a verdadeira propriedade de bens e veículos.

“A Transunião era uma fachada para o crime. Enquanto prestava serviços de transporte, na verdade estava lavando dinheiro sujo do tráfico e de outras atividades criminosas”, destacou o delegado.

Impacto e próximos passos

A operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 4 prisões temporárias, incluindo a do vereador. A Transunião poderá ter seu contrato de concessão suspenso, afetando o transporte público em São Paulo. A polícia continua as investigações para identificar outros envolvidos e rastrear o fluxo financeiro completo. O caso agora está sob análise da Justiça, que deve decidir sobre a prisão preventiva dos acusados.

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