A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira (8) seis casos de hantavírus entre oito suspeitos notificados após um surto a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, no Atlântico. Três passageiros morreram: um casal holandês e uma mulher alemã. A OMS classificou o risco para a população mundial como baixo e segue monitorando a situação.
A cepa andina do hantavírus, responsável pelo surto, é a única conhecida por ser transmitida de pessoa para pessoa. A doença normalmente se espalha entre roedores, mas neste caso houve contágio humano a bordo da embarcação de bandeira holandesa, que transporta cerca de 150 pessoas.
O navio deve chegar no domingo à ilha espanhola de Tenerife, nas Canárias. Voos especiais estão programados para levar passageiros e tripulantes de volta aos seus países de origem.
Paralelamente, a farmacêutica Moderna, conhecida pela vacina contra a Covid-19, anunciou que já pesquisava imunizantes contra hantavírus antes do surto. Em comunicado, a empresa afirmou que o trabalho integra uma estratégia para desenvolver respostas a doenças infecciosas emergentes.



