Um homem foi autuado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por crime ambiental após usar um barco para fazer barulho e provocar uma revoada de guarás na Ilha dos Guarás, em Araioses, no Maranhão. O caso ocorreu dentro da Reserva Extrativista do Delta do Parnaíba, área de proteção ambiental, e foi registrado e divulgado em redes sociais.
De acordo com a legislação ambiental brasileira, provocar revoadas de aves é crime, com multa mínima de R$ 3 mil e possibilidade de detenção. A penalidade pode ser agravada quando a ação é divulgada em mídias digitais. O homem identificado como Marcos Coutinho foi autuado e pediu desculpas pela atitude.
Biólogos e órgãos de proteção ambiental orientam que, para observação das aves, é necessário manter distância segura, reduzir a velocidade de embarcações, evitar ruídos como motores e gritos, não usar drones durante as revoadas e não perseguir os animais para fotos ou vídeos. Não há distância mínima regulamentada, mas a recomendação é priorizar o bem-estar dos animais.
Os guarás (Eudocimus ruber) não são aves migratórias, mas realizam deslocamentos por áreas de manguezais. Especialistas explicam que interromper o descanso das aves interfere em seu comportamento natural. Os horários mais sensíveis são início da manhã e fim da tarde, quando as aves escolhem locais de parada com base em fatores como abrigo do vento e distância de predadores. A recomendação é que visitantes cheguem antes das revoadas para observar sem prejudicar os animais.
O guará se alimenta de crustáceos, que dão sua coloração avermelhada, e tem papel ecológico no controle populacional de animais menores nos manguezais. Preservar a ave contribui para o equilíbrio ambiental em uma das áreas costeiras mais importantes do planeta.



